sábado, 7 de março de 2015

Sandy & Junior na lista da lava jato (Larga a mão desta boquinha).

Depois de ficar quase um ano em “Banho Maria” o blog finalmente volta com uma pitada de humor sobre a “Operação Lava a (Cha)Jato.


Sandy & Junior na lista da lava jato
Apesar do que muitos pensam Sandy & Junior não são uma única pessoa, e sim uma dupla, de dois irmãos (incrível uma dupla de dois).

Após descobrirem que também estão na lista de Janot na operação Lava a(o) (Cha)Jato a dupla novamente se reuniu para explicar em versos e prosas a injusta acusação.




Larga a mão desta boquinha

Larga a mão desta boquinha
Eu não largo não
Você está de brincadeira
Vou guardar a grana inteira
Bem debaixo do colchão.

Larga a mão desta boquinha
......
*Repetir o refrão acima umas 30 vezes.

Desta boquinha, não largo e não reclama
Mostro que tô com a grana, e não quero discussão.
Você pensava que fossemos dois bocós.
Mas somos filhos do Xororó
E não vamos ficar na mão.

Larga a mão desta boquinha
......
*Repetir  o refrão 10 vezes

Gostou da festa? Eu estou com a grana lá!
Você não quis levar, mas eu sei por que razão.
Vai no HSBC e esta grana lhe aperreia.
Quando volta me tapeia
Só pedindo o meu perdão.

Com a boquinha eu tô ficando nervoso
E quando eu fico nervoso
Pra mim meia dúzia é seis,
largo não!

Larga a mão desta boquinha
......
*Repetir o refrão umas 15 vezes

Oh! A boquinha, já levei você comigo.
Não tive medo do perigo, nem dessa tal de delação.
Filhos do Xororó, estamos agora de volta!
Pedir demais para lagar a mão.
Respondo abaixo com o refrão.

Larga a mão desta boquinha
Eu não largo não
Você está de brincadeira
Vou guardar a grana inteira
Bem debaixo do colchão.
Larga a mão desta boquinha....
(Repetir o último refrão umas 150 vezes).

Em homenagem a esta grande dupla, revejam este vídeo clipe da música abre a porta mariquinha. Com Sandy & Junior; Minnie e Mickey, da Disney (Provado que desde cedo esta dupla  já tinha ligações com corporações internacionais).


quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Dia Nacional da Consciência Negra

Dia Nacional da Consciência Negra
Zumbi dos Palmares, o maior ícone da resistência negra ao escravismo no Brasil
Zumbi, símbolo da
resistência negra







     
Vinte de novembro é o Dia Nacional da Consciência Negra. A data - transformada em Dia Nacional da Consciência Negra pelo Movimento Negro Unificado em 1978 - não foi escolhida ao acaso, e sim como homenagem a Zumbi, líder máximo do Quilombo de Palmares e símbolo da resistência negra, assassinado em 20 de novembro de 1695.
     O Quilombo dos Palmares foi fundado no ano de 1597, por cerca de 40 escravos foragidos de um engenho situado em terras pernambucanas. Em pouco tempo, a organização dos fundadores fez com que o quilombo se tornasse uma verdadeira cidade. Os negros que escapavam da lida e dos ferros não pensavam duas vezes: o destino era o tal quilombo cheio de palmeiras.
     Com a chegada de mais e mais pessoas, inclusive índios e brancos foragidos, formaram-se os mocambos, que funcionavam como vilas. O mocambo do macaco, localizado na Serra da Barriga, era a sede administrativa do povo quilombola. Um negro chamado Ganga Zumba foi o primeiro rei do Quilombo dos Palmares.
     Alguns anos após a sua fundação,o Quilombo dos Palmares foi invadido por uma expedição bandeirante. Muitos habitantes, inclusive crianças, foram degolados. Um recém-nascido foi levado pelos invasores e entregue como presente a Antônio Melo, um padre da vila de Recife.
     O menino, batizado pelo padre com o nome de Francisco, foi criado e educado pelo religioso, que lhe ensinou a ler e escrever, além de lhe dar noções de latim, e o iniciar no estudo da Bíblia. Aos 12 anos o menino era coroinha. Entretanto, a população local não aprovava a atitude do pároco, que criava o negrinho como filho, e não como servo.
     Apesar do carinho que sentia pelo seu pai adotivo, Francisco não se conformava em ser tratado de forma diferente por causa de sua cor. E sofria muito vendo seus irmãos de raça sendo humilhados e mortos nos engenhos e praças públicas. Por isso, quando completou 15 anos, o franzino Francisco fugiu e foi em busca do seu lugar de origem, o Quilombo dos Palmares.
     Após caminhar cerca de 132 quilômetros, o garoto chegou à Serra da Barriga. Como era de costume nos quilombos, recebeu uma família e um novo nome. Agora, Francisco era Zumbi. Com os conhecimentos repassados pelo padre, Zumbi logo superou seus irmãos em inteligência e coragem. Aos 17 anos tornou-se general de armas do quilombo, uma espécie de ministro de guerra nos dias de hoje.
     Com a queda do rei Ganga Zumba, morto após acreditar num pacto de paz com os senhores de engenho, Zumbi assumiu o posto de rei e levou a luta pela liberdade até o final de seus dias. Com o extermínio do Quilombo dos Palmares pela expedição comandada pelo bandeirante Domingos Jorge Velho, em 1694, Zumbi fugiu junto a outros sobreviventes do massacre para a Serra de Dois Irmãos, então terra de Pernambuco.
     Contudo, em 20 de novembro de 1695 Zumbi foi traído por um de seus principais comandantes, Antônio Soares, que trocou sua liberdade pela revelação do esconderijo. Zumbi foi então torturado e capturado. Jorge Velho matou o rei Zumbi e o decapitou, levando sua cabeça até a praça do Carmo, na cidade de Recife, onde ficou exposta por anos seguidos até sua completa decomposição.
     “Deus da Guerra”, “Fantasma Imortal” ou “Morto Vivo”. Seja qual for a tradução correta do nome Zumbi, o seu significado para a história do Brasil e para o movimento negro é praticamente unânime: Zumbi dos Palmares é o maior ícone da resistência negra ao escravismo e de sua luta por liberdade. Os anos foram passando, mas o sonho de Zumbi permanece e sua história é contada com orgulho pelos habitantes da região onde o negro-rei pregou a liberdade.

Fontes: Dpnet.com.br
             O Dia On-Line
            Feranet21.com.br

Fonte do Blog: Dia Nacional da Consciência Negra. Acesso 


quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Indenização às vítimas do massacre de Corumbiara discutida em audiência pública na Assembleia Legislativa

Segundo o presidente da Assembleia, o Governo é quem deveria estar buscando resolver a questão que envolve as pessoas atingidas pelo massacre de Corumbiara. Coelho disse que a iniciativa para o pagamento deveria partir do Executivo...
Indenização às vítimas do massacre de Corumbiara discutida em audiência pública na Assembleia Legislativa

A indenização das vítimas e dos familiares de vítimas do massacre de Corumbiara, ocorrido há 18 anos, foi tema de uma audiência pública, na tarde desta quinta-feira (29), no plenário das deliberações da Assembleia Legislativa, atendendo a uma propositura do deputado estadual Claudio Carvalho (PT).
Como parte da programação do "Grito da Terra”, a audiência foi presidida pelo deputado estadual Hermínio Coelho (PSD), presidente da Assembleia Legislativa e contou com a presença dos deputados estaduais Epifânia Barbosa (PT) e Ribamar Araújo (PT) e dos federais Padre Ton (PT) e Anselmo de Jesus (PT).
Ao abrir a audiência pública, Hermínio Coelho lamentou a ausência do Governo de Rondônia, pois, segundo ele, até o momento, não efetuou a indenização das pessoas que hoje enfrentam problemas de saúde. “O Governo não mandou ninguém pra cá. Nem mesmo um simples puxa-saco. Nem coração acho que esse povo tem, infelizmente”, completou Hermínio.
Segundo o presidente da Assembleia, o Governo é quem deveria estar buscando resolver a questão que envolve as pessoas atingidas pelo massacre de Corumbiara. Coelho disse que a iniciativa para o pagamento deveria partir do Executivo.
“Se aqui chegar, aprovamos sem maior problema. Tem uma lei que concede dois salários mínimos para cada sobrevivente de Corumbiara e o Executivo não paga. Esse Governo é covarde, mentiroso e ladrão e não cumpre as leis e nem os acordos. E se alguém falar alguma coisa contra, sofre ameaças e intimidações. Tem um grupo forte que saqueia o Estado e humilha o povo e não podemos achar isso normal”, desabafou.
Com as galerias ocupadas por trabalhadores rurais, também participaram da audiência o bispo emérito de Guajará-Mirim, Dom Geraldo Verdier; o presidente da Federação dos Trabalhadores da Agricultura (Fetagro), Fábio Menezes; o representante das vítimas, Felipe Sviderski, o defensor público Hélio Vicente de Matos e o vereador e presidente da Câmara de Corumbiara, Valdinei Antônio Coelho (PT).
Logo após a abertura, foram exibidos dois vídeos, com imagens da época da ação policial, que culminou com a morte de 12 trabalhadores rurais, entre eles uma menina de sete anos. Dois policiais militares também morreram no conflito e há registros de pelo menos sete trabalhadores desaparecidos.

Depoimentos de sobreviventes
Em seguida, foi aberto o espaço para que os sobreviventes pudessem dar o depoimento, mostrando o sofrimento que passaram, e ainda passam, após o massacre ocorrido em 09 de agosto de 1995, na fazenda Santa Elina.
Bastante emocionada, a trabalhadora rural Rosimeire Rosa Gatti, de 36 anos, moradora da cidade Cerejeiras, ainda lembra os momentos de tensão, dor e a agonia dos camponeses que foram executados há 18 anos em Rondônia. "Eu sobrevivi o massacre. Só quem estava lá sabe o que aconteceu de verdade. Os homens chegaram às três e meia da manhã, de 1995 no acampamento. Jogaram gás lacrimogênio, dispararam bala de borracha e foram incendiando tudo. As pessoas não sabiam o que fazer, era tiro para todos os lados”, contou.
Rosimeire lembrou que várias mulheres e pessoas que estavam no acampamento dentro da fazenda foram humilhadas. "Quando clareou o dia, eles pediram para a gente deitar no chão e começaram a correr por cima de cada um. Um dos policiais ligou a motosserra e cortou a cabeça de um trabalhador. Fiquei duas horas sendo usada como escudo, rendida, enquanto outras mulheres eram agredidas e xingadas. Os policiais mataram dois companheiros nosso, eles colocavam revólver no ouvido", lamenta a trabalhadora.
Segundo Rosimeire as famílias das vítimas querem indenização e respeito pelo sofrimento que passaram. "Nós queremos pelo menos que ajudem a gente, e as vítimas que ficaram com sequelas e que precisam de tratamento médico. Não queremos riqueza, só que façam um acordo com todos”, garantiu.
"Ficamos esquecidos e temos muitas coisas ainda hoje para resolver. A emoção é grande quando a gente ver esses vídeos da tragédia. Tem muito trabalhador sofrendo até hoje", disse José Ferreira da Rocha, 41 anos, sobrevivente do massacre da Santa Elina.
Já o sobrevivente José Carlos Maria Alves disse que tem sequelas na cabeça e na perna. “Não queremos ficar ricos, mas precisamos ter condições de tratamento. Queria que o governador olhasse por nós, porque na hora de pedir votos, eles lembram da gente. Não somos bichos, queremos ser tratados como seres humanos”, disse ao mostrar uma fotografia das condições em que ficou na época, no chão do hospital, após ser ferido no confronto, em 9 de agosto de 1995.
Em seu pronunciamento, Itamar Costa, um dos sobreviventes do massacre em Corumbiara, relatou o sofrimento que passou e lamenta que até hoje nenhuma autoridade tenha se manifestado sobre o caso. “Até hoje, ninguém quis saber como estamos. Os sobreviventes sofrem com sequelas e problemas psicológicos. Precisamos de ajuda, mas somos tratados com desprezo”, lamentou.
Em mais um relato, a sobrevivente Maria Aparecida Soares disse que a situação foi bem pior do que os relatos feitos pelos companheiros nesta tarde. Frisou que quem morreu foi para um lugar bem melhor, “nós que ficamos vivos estamos passando por um processo de tortura. A cada dia um novo sofrimento”. Ela pediu ao governador Confúcio Moura (PMDB) atenção especial neste caso. “Olhe com carinho, com o coração de uma mãe que olha para seus filhos. Queremos que a justiça seja feita. Apesar de que tudo isso que sentimos não vai passar nunca”, encerrou.
Edson Soares de Lima, vítima do massacre, relatou que tinha apenas 17 anos e que seu único objetivo era adquirir um pedaço de terra, porém a polícia tirou e o manteve preso por 24 horas, sob tortura. “Soube hoje que o Governo não pagou porque não há uma lei para isso. Porque os senhores deputados não fazem um orçamento, criam uma lei e votam favoráveis?” questionou.
Em resposta o deputado Hermínio Coelho disse que “infelizmente o Legislativo não tem esse poder, já que se trata da verba do Governo. A iniciativa deve partir do Executivo, o único poder do Parlamento é aprovar o projeto”, assegurou.
Leoclides dos Santos agradeceu os deputados, a Fetagro e a CUT por este momento, para evitar que o massacre caia no esquecimento. “Fomos levados para Colorado como bandidos, em cima de um caminhão com feridos e pedimos que os levassem para o hospital e morreram por falta de atendimento. Se o governador tiver coração, que olhe por nós, porque ele prometeu nos ajudar e até agora nada”, relatou.
Parlamentares e lideranças cobram fim do impasse

O proponente da audiência, deputado Cláudio Carvalho, disse que até o momento essas vítimas não tiveram nenhum reparo. “Rondônia tem uma dívida com o massacre de Corumbiara. Desde que fiz este alerta passei a ser perseguido, dizendo até que sou ligado ao narcotráfico, sendo que nunca fumei um cigarro sequer. Me aconselharam para eu ficar quieto, mas não vou me calar, nem se for preciso perder o mandato. A resposta ao massacre tem sido o silêncio e a ausência”, frisou.
Ele disse que existem duas legislações sobre a indenização do massacre: a Lei nº 786/98 que autoriza o Poder Executivo a conceder pensão aos herdeiros de dois salários mínimos por vítima fatal ocorrida na Fazenda Santa Elina.  Esta Lei foi alterada, 10 anos depois, pela Lei nº 1.866 que alterou o artigo 1º reduzindo a pensão dos herdeiros para um salario mínimo. “Querem que essas leis fiquem no esquecimento”, criticou.
Carvalho falou ainda que recebeu um documento onde consta o relato do trâmite de ações na justiça que se é questionada a prescrição dessas ações, mas os autores sustentam que com base no Código Civil e na Constituição Federal tal prescrição será limitar o direito à vida. “Esta audiência pública visa fazer com que o esforço da Assembleia Legislativa, Fetagro, sindicatos, igrejas e vítimas possa sensibilizar o Governo para que essas indenizações sejam pagas”, finalizou seu discurso convidando todos os presentes para de pé, clamar por justiça.
Representante das vítimas, Felipe Sviderski, também um dos sobreviventes do massacre, fez um pronunciamento emocionado, afirmando que um dia antes ao massacre, as autoridades foram até o local e abriram negociação com os trabalhadores, que no dia seguinte foram surpreendidos com a ação policial.
“Por isso estou aqui para pedir das autoridades que seja criada uma lei para amparar as vítimas, pois tenho certeza que todos aqui nesta Casa irão aprovar”, ressaltou.
"O fato que ocorreu há 18 anos é uma vergonha. É um massacre que manchou nosso Brasil. Vem gente de fora, pesquisadores, jornalistas para fazer análise da situação, mas do Estado ninguém aparece para ajudar. Cadê a base do Governo na Assembleia para ouvir as vitimas nessa Audiência Pública? São fatos tristes. O mínimo que o Estado pode fazer é dar condições de vida para essas vítimas", protestou o vereador Valdinei Antônio Coelho.
O defensor público Hélio Vicente de Matos colocou a Defensoria Pública de Rondônia à disposição de todos os sobreviventes de Corumbiara. Assegurou que a Defensoria poderá impetrar mandados de segurança para obter medicamento, inclusive tratamento psicólogo. “Estamos prontos para mover as ações necessárias para o SUS atender a todos os sobreviventes de Corumbiara. O STJ já pacificou esse tipo de ação e estamos à disposição para lutar e atender aos senhores”, completou.
Nos depoimentos, a cobrança de uma solução para o caso que se arrasta há anos e o relato do sofrimento das vítimas, que convivem até hoje com o medo, com problemas físicos e psicológicos decorrentes do massacre. Das autoridades, os trabalhadores receberam o compromisso de, numa ação em conjunto, cobrarem do Estado que cumpra a sua parte e faça justiça a quem foi atingido pela desastrosa ação policial.

ALE/RO - DECOM

FOTOS


Fonte: Indenização às vítimas do massacre de Corumbiara discutida em audiência pública na Assembleia Legislativa — Assembléia Legislativa do Estado de Rondônia Acesso em: http://www.alerondonia.kinghost.net/agencia-de-noticias/news/indenizacao-as-vitimas-do-massacre-de-corumbiara-discutida-em-audiencia-publica-na-assembleia-legislativa 

Assembleia Legislativa do Estado de Rondônia
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terça-feira, 20 de agosto de 2013

NELINHO MAIS UM MÁRTIR DE CORUMBIARA

Manoel Ribeiro, o grande Nelinho, nasceu no dia 11 de fevereiro de 1965 em Ferruginha,
município de Conselheiro Pena-MG, recém nascido mudou com a família para o estado do Paraná precisamente para cidade de Assis Chateaubriand-PR. Começou a trabalhar muito cedo na roça, em seguida em uma farmácia. Em janeiro de 1981 já na adolescência mudou com a família para Colorado do Oeste em Rondônia e trabalhou por dois anos na farmácia do popular Jô Sato já começando a angariar simpatia da população pelo seu carisma e pela forma com a qual atendia a todos sempre com muita cordialidade e um sorriso no rosto. 
Ainda menor, em meados de 1982 foi convidado para trabalhar na agência do Bradesco em Colorado, atuando diretamente com os colonos principalmente na pasta da carteira agrícola onde conquistou credibilidade e muita confiança. Tinha participação ativa no meio esportivo e no Grupo de Jovens de Colorado. Sua liderança junto aos seus colegas de trabalho ganhava forças. O início da década de 80 em nosso país foi marcante e passava por uma grande transformação social, era a plena ditadura e o povo clamava por mudanças e exigia a democracia, más a repressão era vertente. Esse período ainda era crucial e negro para a luta dos trabalhadores e o setor bancário não era diferente.
A formação do Sindicato dos Bancários em Rondônia foi a chave para que Nelinho se tornasse a liderança máxima da categoria no Cone Sul. Nesse período ingressou no Partido dos Trabalhadores de Colorado do Oeste, já fazendo parte do Diretório Municipal e ampliando seu peso de liderança. Porém, como a luta de esquerda naquele período era tido como subversiva e seus líderes eram implacavelmente perseguidos, mesmo com a queda do militarismo em 1985, e pelo fato do Nelinho ter liderado as grandes greves e inquietando seus superiores pela dita subversão, em 1986 Nelinho foi sumariamente demitido da agência do Bradesco. Montou um pequeno bar em Colorado onde era muito frequentado pelos amigos, mas, esse não era seu dom, preferiu ir pra roça e trabalhar com os pais no então Distrito de Nova Esperança, hoje Corumbiara.
Recomeçava aí uma nova luta, começando pelo Grupo de Jovens da igreja católica, em 1987 aliou-se ao movimento dos professores da Escola São Roque onde o embate com o poder local era fervilhante. Em 1988 começa a sua jornada em busca de um cargo político. Concorreu a uma vaga de vereador representando o Distrito de Nova Esperança e por apenas dois votos não foi eleito, mas, marcou terreno, ficou primeiro suplente.
Liderou as eleições de 1989 onde houve a disputa entre Lula/Collor onde mesmo com a derrota nacional em Nova Esperança Lula saiu vencedor, Nelinho ganhou mais pontos. Veio a emancipação de Nova Esperança em 1992 a qual se passou a chamar-se Corumbiara em homenagem ao rio que corta o município, fundou o PT em Corumbiara e com isso a eleição para a escolha do novo prefeito do recém-criado município.
O PT, em uma aliança com o PDT, lançou o comerciante Daniel Alencar com o vice do PT João Cacau. Nelinho concorreu a vereador e desta vez foi eleito, o único do PT de Corumbiara. Na câmara era basicamente o único que contestava os desmandos e abusos cometidos pela administração municipal da época e pela subserviência dos demais vereadores.
Em 1993 fundou o Sindicato dos Trabalhadores Rurais juntamente com outros companheiros de luta composta por lideranças dos assentamentos Adriana, Vitória da União e Verde Seringal, que a partir daí esse sindicato tornou-se referência e um dos mais combativos do Estado de Rondônia, passando a somar forças e contribuir com a participação popular nas ações políticas na Câmara Municipal. O sindicato dos trabalhadores rurais, em sua base, enraizada com mais de 60 lideranças distribuídas através das comissões de linha, já em 1995 mobilizou-se para a ocupação da chamada Fazenda Santa Elina onde envolveu mais de 600 famílias, totalizando uma média de duas mil pessoas.
A partir daí entra o período de agonia. A ocupação em 15 de julho, em seguida a resistência e o massacre, ocorrido no dia 09 de agosto de 1995 pelas forças policiais do Estado e por jagunços. Pelos fatores de ter apoiado os sem-terra associado aos embates travados na Câmara Municipal, o vereador Nelinho entrou no rol dos marcados para morrer. Comentava-se que a cabeça de um líder de Santa Elina equivalia de vinte a trinta mil reais.
O assassinato de Nelinho era eminente, questão de dias. Na noite do dia 16 de dezembro de 1995 aconteceu o inevitável, uma tocaia covarde, vários tiros na noite, Nelinho de peito aberto, foi alvejado covardemente, tombou, mas não renegou seu legado de defender os mais humildes. Registrou na história de Corumbiara o exemplo de um guerreiro que não tinha medo da morte.

Fonte: Tirado do Facebook de João Ribeiro da Cidade de Corumbiara –
Autor do texto: JOÃO RIBEIRO DE AMORIM - Irmão de Nelinho
Vereador 2001/2004 – 2005/2008 – Vice-Prefeito 2009/2013

terça-feira, 13 de agosto de 2013

18 ANOS DO MASSACRE DE CORUMBIARA

Missa em Corumbiara pelas vítimas do Massacre



Transformado em feriado municipal de Corumbiara, nesta sexta feira, dia 09 de Agosto, celebrou-se uma missa Na Igreja Matriz, às 09:00 horas da manhã em memória das vítimas. Para o dia 29 de agosto de 2013 está planejada audiência pública na Câmara Legislativa para tratar sobre as indenizações às vítimas do Massacre

Massacre de Corumbiara: Fotografia divulgada por João Ribeiro.

Audiência Pública na Assembleia Legislativa do Estado de Rondônia, para tratar sobre as indenizações das vítimas de Corumbiara será realizada o dia 29 de agosto, em virtude da realização de mais uma edição do “Grito da Terra”, que será nos dias 27 e 28 do mês de agosto.
A audiência pública para tratar sobre as indenizações das vitimas do “massacre de Corumbiara”, ocorrido em agosto de 1995, foi solicitação do presidente da Câmara Municipal de Corumbiara, vereador Nenzinho (PT), que destacou a importância de realizar esse momento de debate e encaminhamentos sobre a situação em que ainda vivem as vítimas do massacre, por acreditar que a retomada da discussão com os poderes, entidades e sociedade pode gerar medidas e ações que assistam às vítimas.


Maiores informações acesse: INSTITUTO ADELINO RAMOS(INFCAR): Ato relembra 18 anos do massacre de Corumbiara Vergonha Para O Brasil,RAUPP Governador da Epoca Hoje senador e nem ai com os Camponeses 
Em: http://institutonacionaladelinoramos.blogspot.com.br/2013/08/ato-relembra-18-anos-do-massacre-de.html

domingo, 11 de agosto de 2013

ATO RELEMBRA 18 ANOS DO MASSACRE DE CORUMBIARA

CORUMBIARA

Ato em 9 de agosto de 2013 relembra 18 anos do massacre de Corumbiara, que deixou doze mortos, por José Francisco Neto da Radioagência NP.


Na quinta-feira (8), um ato público no auditório da Universidade Federal de Rondônia (Unir/Centro) para relembrou os 18 anos do massacre de Corumbiara, ocorrido em 9 de agosto de 1995, na fazenda Santa Elina (RO). À época, doze camponeses foram assassinados, entre eles uma criança de apenas sete anos. Até hoje, ninguém foi punido.

Naquela madrugada, descumprindo o acordo que previa a desocupação da área, a Polícia Militar, o Comando de Operações Especiais (COE) e os pistoleiros iniciaram uma operação de cerco e extermínio. As famílias resistiram com espingardas, foices e facões.

Ainda hoje, mais de 200 camponeses convivem com sequelas de torturas e maus tratos. Após quase duas décadas, nenhuma família recebeu indenização do Estado.

O ato foi encerrado com uma manifestação pelas ruas de Porto Velho, em denúncia à criminalização da luta pela terra por parte do governo federal, da Ouvidoria Agrária Nacional e do governo do estado.

Outras denúncias referem-se à falta de indenização para as vítimas do conflito de Corumbiara. Já o Incra é acusado de inoperância na regularização de milhares de posses de camponeses em Rondônia.


Poderá ler também:

ATO LEMBRA MASSACRE EM CORUMBIARA em 08/08/13
A questão agrária no Brasil é algo pendente na história de nosso país. A repressão em 1995 em Corumbiara e 1996 em Eldorado dos Carajás só impulsionou novas tomadas de terra. Os camponeses afirmam que vão continuar ocupando terras e defendendo suas posses e acusam o Governo Dilma, o INCRA, e a Ouvidoria Agrária Nacional como responsáveis por eventuais conflitos agrários com mortes, como o ocorrido em 1995 em Corumbiara.
Autor: Moclate movimento classista


domingo, 28 de julho de 2013

Embrapa utiliza bactérias, vírus e fungos para desenvolver medicamentos e cosméticos | Agência Brasil

Publicado originalmente em 25/07/2013 - 12h41
Heloisa Cristaldo
Enviada Especial da EBC

Jaguariúna (SP) – As armas biológicas, com seus efeitos devastadores e desconhecidos pela maioria dos pesquisadores e cientistas, podem ser consideradas as mais temidas existentes. Ao serem transformados geneticamente em laboratórios, vírus e bactérias tornam-se mais resistentes aos tratamentos médicos. Ao mesmo tempo, esses micro-organismos podem matar ou incapacitar pessoas, animais e plantas.
A história mostra que o uso desse tipo de arma não é recente. Na Antiguidade, exércitos usavam cadáveres em estado de putrefação para contaminar o abastecimento de água de uma cidade ou jogavam por cima das muralhas inimigas cadáveres de vítimas de varíola ou de peste bubônica.
O aspecto mais sombrio e negativo de micro-organismos foi mostrado no filme Anthrax – A Arma Terrorista. A bactéria antrax é roubada de um laboratório de pesquisas agrícolas deixando uma comunidade aterrorizada, já que uma pequena dose do bacillus anthracis – nome científico - é suficiente para devastar a população de uma cidade inteira.
Em Jaguariúna (SP), ao contrário do roteiro do filme, vírus e bactérias tem a capacidade de tornar-se produtos benéficos para o ser humano. Corantes, cosméticos para clarear a pele, herbicidas, antibióticos para combater bactérias resistentes e remédios para tratamento de câncer são alguns dos produtos que podem ser desenvolvidos a partir de fungos, bactérias, vírus e leveduras, itens da primeira coleção de micro-organismos implementada pela Embrapa Meio Ambiente.

“É um tesouro, matéria-prima para descoberta de novos materiais bioativos, fármacos, produtos para a agricultura, para a medicina, para os cosméticos. Esses micro-organismos tem demostrado seu potencial e são avaliados aqui no laboratório”, explica o curador da coleção, o pesquisador Itamar Melo.
O banco de recursos genéticos reúne micro-organismos de ecossistemas como Amazônia, Caatinga, Mata Atlântica e a Antártida. Os materiais são preservados em refrigeradores e cilindros com nitrogênio líquido em temperaturas de até 180 graus negativos. Nessas condições, a coleção pode ser mantida por até 100 anos.
Segundo o pesquisador, os micro-organismos são retirados de plantas, algas e pedaços do solo e aproveitados para estudos em diversas áreas. A coleção também preserva o material genético de plantas em extinção e identifica fungos e bactérias desconhecidos.
A pesquisa com bactérias e fungos retirados de áreas da Antártida mostrou que esses materiais são resistentes aos raios ultravioleta e podem produzir filtros solares mais resistentes. As áreas são escolhidas a partir de seu potencial, como a resistência à falta de água nos solos da Caatinga.
“Nós temos trabalhado há mais de dez anos com a Mata Atlântica, atualmente [trabalhamos] com a Caatinga, onde temos interesse em buscar micro-organismos tolerantes à seca. Pesquisamos as cactáceas que sobreviveram a esta última seca, uma das mais intensas dos últimos 50 anos”, diz Melo.

O próximo passo da pesquisa é identificar micro-organismos de outros biomas brasileiros, como o Cerrado e o Pantanal. Para que os produtos cheguem ao consumidor, indústrias devem manifestar interesse em desenvolver a tecnologia pesquisada. Atualmente, um herbicida com ação menos tóxica ao meio ambiente já é produzido a partir de bactérias da coleção de micro-organismos preservados pela Embrapa.
Edição: Marcos Chagas
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