quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Ditadura violou direitos de 50 mil brasileiros. Todos os agentes da repressão terão de depor

Foto: Marcelo Camargo/ABr

Publicado em 26-Fev-2013

Balanço apresentado nesta 2ª feira (ontem) pela Comissão Nacional da Verdade (CNV) indica que a ditadura violou direitos de cerca de 50 mil pessoas no Brasil, entre presos políticos, exilados e torturados, além de pessoas que perderam parentes - centenas, nas listas de desaparecidos - e outras que sofreram algum tipo de perseguição no período de 1964 a 1985.
O balanço foi apresentado no encontro da Comissão Nacional com representantes de Comissões da Verdade dos Estados. O número já era conhecido, calculava-se que chegaria a isto mesmo, só não tinha aparecido antes com essa precisão. É de se lamentar, entristece que o país e os brasileiros tenham passado por isso, mas no momento em que é divulgado, vem acompanhado, também, de uma boa notícia: a Comissão já identificou “várias dezenas” de integrantes da repressão - militares, policiais e até civis - que atuaram durante a ditadura e está intimando-os e vai convocar todos a depor para repor a verdade dos fatos.
Muitos já foram ouvidos, revelou a Comissão, e todos serão convocados a depor. No balanço divulgado ontem, durante a apresentação do grupo que trata da estrutura da repressão, o assessor que fez a explanação, Guaracy Mingardi, e uma das integrantes da CNV, Rosa Maria Cardoso da Cunha, falaram sobre a ação e números da repressão.

Todos serão convocados a depor
"Já identificamos várias dúzias - não foram duas ou três apenas - de membros da repressão. Com nome, RG e endereço", adiantou Mingardi.
De acordo com a Comissão, algumas dessas pessoas já foram ouvidas e outras ainda serão, inclusive por meio de convocação. Quem se recusar a comparecer pode ser processado por desobediência. Até agora já foram realizadas 40 oitivas pela comissão.
Em sua exposição durante a reunião, a advogada Rosa Maria Cardoso da Cunha -  advogada da presidenta Dilma Rousseff no início dos anos 70, quando ela estava presa em SP - coordenadora do grupo “Golpe Civil Militar de 1964” da Comissão, afirmou que os primeiros levantamentos sugerem que cerca de 50 mil pessoas foram presas em 1964, no Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, São Paulo e Pernambuco.
Ela lembrou, ainda, que os opositores do regime militar também eram presos em navios e estádios de futebol. Nos navios Raul Soares (na costa de Santos) e Almirante Alexandrino, cerca de 600 pessoas foram mantidas presas, em sua maioria sargentos e lideranças sindicais. Rosa citou o estádio Caio Martins, em Niterói, como um dos centros de detenção em massa da ditadura.

Um Estado sem limite repressivo
"O uso dessa violência permitiu ao regime militar construir o estatuto de um Estado sem limite repressivo. Com três consequências: inoculou a tortura como forma de interrogatório nos quarteis militares, a partir de 1964; fez da tortura força motriz da repressão praticada pelo Estado brasileiro até pelo menos 1976; possibilitou ao Estado executar atos considerados inéditos em nossa história política: a materialização de atos de tortura, assassinato, desaparecimento e sequestro", disse Rosa.
Outra atitude elogiável nos chega do presidente da Comissão Nacional de Direitos Humanos da OAB, Wadih Damous. Ele cobra que os atos de tortura envolvendo crianças durante a ditadura militar sejam investigados. "Aos poucos, vão se revelando novos fatos que mostram que as barbaridades cometidas à época da ditadura tiveram requintes de crueldade, cuja dimensão não se sabia ou se pensava. Estamos descobrindo que nem as crianças escaparam da sanha assassina dos torturadores", avaliou Damous.
Na avaliação de Wadih Damous - indicado para presidir a Comissão Estadual da Verdade do Rio de Janeiro (ainda não instalada) -, o conhecimento sobre esses episódios é didático. "Os episódios agora revelados ensinam que a atitude de considerar fatos ocorridos na ditadura como página virada, condenados ao esquecimento, é equivocada. Todos devemos conhecer as circunstâncias e os autores desses atos e saber a mando de quem os praticaram para que nunca mais aconteçam. Essa é uma exigência da democracia brasileira", acentuou.

ADIADA POSSE DOS MEMBROS DA COMISSÃO ESTADUAL DA VERDADE – PR


O governador Beto Richa adiou a posse dos sete integrantes da Comissão Estadual da Verdade, prevista inicialmente para 27/02/13 - quarta-feira. O adiamento deveu-se à impossibilidade da participação da Secretária da Justiça, Maria Tereza Uille Gomes.

A posse deve ocorrer num prazo de três semanas. Fazem parte da Comissão Estadual da Verdade Luis Edson Fachin,Marcio Mauri Kieller Gonçalves, Neide de Azevedo Lima,Olympio de Sá Sotto Maior Neto, Pedro Rodolfo Bodê de Moraes,Ivete Maria Caribé da Rocha e Vera Karan de Chueiri.

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Fórum Permanente, Contra os Erros do STF no Julgamento da AP 470: Pró Verdade e Justiça.


Ato de criação do Fórum Permanente em Defesa da Democracia, Contra os Erros do Supremo Tribunal Federal (STF) no Julgamento da Ação Penal 470 (AP 470): Pró Verdade e Justiça.



Reunidos em 02 de fevereiro de 2013, no Rio de Janeiro, os subscritores da Ata Política de Fundação da Associação intitulada Movimento Pró Verdade e Justiça Contra os Erros do STF, criada em 30 de janeiro de 2013, também no Rio de Janeiro, em Assembleia Geral conduzida na ocasião por Marcelo Bancalero e secretariada por Lígia Arneiro Deslandes, formalizam neste documento sua plena adesão à criação deste Fórum.

Com o objetivo de levar adiante aquilo que está descrito no título deste documento, este Fórum pretende trazer para o seu corpo todas as entidades e pessoas físicas dispostas a abraçar esta causa.

Pretendemos assim, que ele se apresente como uma voz a mais dos que se indignaram com a forma com que o julgamento em questão foi conduzido e divulgado pela mídia tradicional. Como já foi revelado em amplas matérias, tanto na mídia impressa alternativa quanto nos sites e redes sociais, a espúria construção desse processo e sua condução em plenário na nossa mais alta corte de Justiça, sob a indisfarçável vigilância da chamada mídia-empresarial, o que vimos foi algo próximo a um achincalhe da nossa Constituição, onde leis, preceitos, ritos e jurisprudências foram simplesmente colocados de lado apenas para que o tal julgamento convergisse para a pura e simples condenação de praticamente todos os réus.

- No desdenhar das provas constantes dos Autos que absolviam parte deles e optando por aceitar apenas indícios, suspeitas ou evidências ao invés da prova concreta, o STF aceitou substituir a consagrada "presunção da inocência" pela arbitrária "presunção de culpabilidade", cabendo então aos réus, nessa inversão, o encargo de provarem ser inocentes, no esforço de neutralizar o emprego de uma mal apreendida "teoria do domínio funcional do fato".

- No desprezar as auditorias e perícias realizadas por quem de direito e constante dos Autos, para facilitar a tarefa de construção de um enredo de crimes e falcatruas que simplesmente não ocorreram e de um imaginário "dinheiro público" que, em momento algum se fez presente.

- No intencional abandono dos testemunhos e declarações em juízo de crimes eleitorais, de fato cometidos, mas que não criminalizariam de forma contundente os réus.

- No vergonhoso esforço de fazer coincidir o julgamento com a campanha eleitoral de 2012, sob os holofotes diuturnos da mídia- empresarial, visivelmente interessada na condenação dos réus a qualquer preço.

- Na não concessão, pela Primeira Turma do STF, de um habeas corpus substitutivo por considerá-lo "inadequado", justamente o emprego daquilo que é consagrado como a mais nobre ação constitucional em lugar do recurso ordinário.

- Ao não atentar para o que preconiza a Corte Interamericana de Direitos Humanos quando afirma ser impróprio que - independentemente de quem seja o ministro -, quem preside a fase de investigação não pode depois participar do julgamento, ou seja, cumprir os papéis de investigador e de juiz.

- Da mesma forma, ao não atentar que essa Corte recomenda enfaticamente a aplicação do duplo grau de jurisdição para os réus, uma de suas exigências mais respeitadas. Ao não garantir o direito à segunda instância para 35 dos 38 réus, o STF violou o Pacto de São José da Costa Rica do qual o Brasil é signatário desde 1992.

- No desprezar suas recomendações, especialmente aquela que diz respeito ao chamado "controle da convencionalidade", ou seja, quando, ao mesmo tempo em que decidem as causas, os juízes de ofício tem por obrigação analisar, sem que as partes solicitem, os níveis de compatibilidade de normas, atos administrativos e interpretações judiciais de um julgamento em relação às normas do sistema americano de direitos humanos. Um cuidado que os juízes do STF, infelizmente, não tiveram.

Por tudo isso o Supremo Tribunal Federal desafiou inúmeros postulados jurídicos que ao longo da nossa História se tornaram caros à nossa Justiça e a esta Democracia que criamos, decidindo assim, empunhar a bandeira de uma contrarrevolução jurídica cujo alcance deixa-nos claro, o desejo de interromper o processo de avanços sociais iniciado com o Presidente Lula, em 2003 e por conseguinte, o de enfraquecer a democracia nascida com a Constituição de 1988. Assim, e da forma como foi conduzido, esse julgamento acabou por criar na sociedade um clima de pré-golpe, em alguns aspectos, semelhante aos ocorridos em Honduras e no Paraguai quando se quebrou a ordem institucional vigente e se depuseram presidentes democraticamente eleitos, à luz de manobras conservadoras e arremedos supostamente constitucionais.


Por conta desses argumentos este Fórum tem como propósitos:

1. Não considerar, em hipótese alguma, que o julgamento da AP 470 já tenha se estabelecido como uma "página virada" da História jurídica e republicana deste país. Pelo contrário, queremos que ele seja suspenso, levando-se em conta que, em conformidade com a legislação em vigor, a sociedade civil, onde pontificam juristas de renomada competência, entende que é requisito básico para que os erros apontados, tenham sido eles cometidos por omissão, contradição ou pré-questionamento, sejam então devidamente apurados.

2. Como antecipamos no preâmbulo desta, incorporar em sua organização toda e qualquer entidade ou pessoa física disposta a abraçar esta causa nos termos do item 1 acima.

Rio de Janeiro, 02 de fevereiro de 2013


Cadastros já oficializados no Fórum

1- Blog Megacidadania - Rio de Janeiro
2 - Blog Xeque-Mate-Noticias - São Paulo
3 - Blog Educom - Rio de Janeiro
4- Núcleo José Dirceu - PT 
5 - Rio de Janeiro - Blog Porra Serra 
7 - Grupo Apoiamos Lula, agora é Dilma no Facebook e Orkut
- Joylce Dominguez - Rio de Janeiro 
8 - Blog Juntos Somos Fortes  - Espírito Santo - Fernanda Tardin
10 - Hilda Suzana Veiga Settineri - Rio Grande do Sul 
11- Saroba Settineri - Mato Grosso 
12- Blogue do Souza - Rio de Janeiro -Luiz Claudio Souza 
13- Blog Crabastos brasil   - Paraná
14- Blog CRABASTOS@ - Paraná
15- Blog Fiscais da Mídia – Brasil
16- Blog QuímicaDireito - João Luiz Marcelino da Silva - Campinas-SP
17- Delza Maria Frare Chamma
18- Maria Tereza Ribeiro Lopes e Navarro -  São José do Rio Pardo SP
19-Ricardo Alves de Andrade - Rio de Janeiro-RJ
20- Blog Consciência Politica Razao Social- Nanda Tardin –
21- João Mozart Magalhães Aguiar- Belo Horizonte – MG
22- Blog  Betinho Utopia - Betinho Duarte - MG - Ass. Comissão da Verdade da OAB/MG -Vice presidente , Ass. dos amigos do Memorial da Anistia Politica do Brasil
23-  Wagner Dias de Medeiros - RJ - coordenador do Núcleo de Turismo do PT/RJ 
24- Adaiane Zamonier - Votorantim – SP
25- Theófilo Rodrigues - cientista político. 1Zonal do Pt – RJ
26- Blog - A Justiceira de Esquerda - Lili Abreu - São Luis-Maranhão
27 -  Andrea Loparic - São Paulo –SP
28 - Maurício Queiroz - Cruzeiro do Sul - Acre (PC do B)
29  - Ricardo Carelli, advogado atuante no RJ e MG
30 - Gabriela Coelho Rabelo Amadeu - São Paulo-SP
31 - GLENDA CRISTINA DA COSTA - ARAGUARI-MG
32 -  Maria do Rosario Oliveira Blomqvist - Espírito Santo
33 - Eugenio Costa - Brejo da Madre de Deus – Pernambuco
34 - Sirley A. Lima – 
35  - Valmir Alves da Silva
36 - Marcia Moreira
37 - Jonas G. Barbosa de Carvalho 
38 -  Rita Candeu
39 - Antonio Carlos Pacheco

Você pode ser o próximo da lista...
Faça parte da história, não seja apenas figurante como o PIG quer.
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Mais informações em:

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Comunicado por la situación de los Presos/as Politicos/as de Bariloche‏



PRESOS POR LUTAR, A LUTA OS LIBERARÁ!
Solidariedade aos presos políticos
de Bariloche na Argentina!


Nós Organizações reunidas no 10º Encontro Latino Americano de Organizações Populares e Autônomas, realizado nos dias 25, 26 e 27 de janeiro de 2013 no município de Viamão, realizamos este Ato Público em Solidariedade a uma dezena de lutadores sociais argentinos do Movimento Social e Cooperativo 1º de Maio, presos pelo Estado Argentino acusados de incitarem uma série de saques de alimentos e mercadorias no mês de dezembro de 2012 em Bariloche, Río Negro na Argentina.

Há mais de 10 anos esses militantes sociais vêm se mobilizando e buscando alternativas contra o desemprego e toda a classe de injustiças, repressão, precarização das condições de trabalho, assassinatos à juventude pobre, derivadas das políticas de clientelismo e assistencialismo, únicas respostas dos governos as demandas populares.  No dia 20 de dezembro, em mais de 40 cidades da Argentina, centenas de famílias pobres decidiram tomar com suas próprias mãos alimentos de grandes supermercados, dando um basta à fome causada pela indiferença dos governos aos reclamos de trabalho e melhores condições de vida. Uma série de companheiros(as) da Cooperativa 1º de Maio foram então acusados de incitarem os saques em Bariloche e presos. Junto com eles foram detido pessoas que participaram dos saques e outras que saíram as ruas em solidariedade exigindo a libertação desses lutadores.

Estes fatos estão inseridos em um contexto de criminalização do protesto e das mobilizações populares; de tentativa de desestruturar o trabalho daqueles que não se enquadram na lógica paternalista e clientelista dos governantes argentinos; e no processo de redução salarial e precarização das condições de trabalho para que as grandes empresas possam lucrar cada vez mais.

É por isso que saímos às ruas em Solidariedade, gritando:

Mão estendida aos companheiros! Punho cerrado aos inimigos!

Liberdade aos lutadores sociais do Movimento

Social e Cooperativo 1º de Maio!
10º ELAOPA, Rio Grande do Sul, Brasil – 2013


Sindicato Unico de Automoviles con Taximetro y Telefonistas – SUATT (Montevideo), Sindicato Bancario - Uruguay, Ateneo Santa Catalina (Montevideo), Ateneo Germinal (Montevideo), Ateneo "Pocho Rios " (Montevideo), Ateneo Carlos Molina (Montevideo), Ateneo del Cerro (Montevideo), Tendencia Wellington Galarza (metalurgicos de Uruguay), Cooperativa La Resistencia (Montevideo), Agrupación Liceos Populares (Montevideo), Plenaria Memoria y Justicia (Montevideo), Parinacota TV (Santiago, Chile), Organização Popular (RJ, Brasil), MNCR- Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Reciclavéis (Brasil), MAB - Movimento dos Atingidos por Barragens (Brasil), MTD Pela Base (Movimento dos Trabalhadores Desempregados (RJ, Brasil), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – (RS, Brasil), MPA - Movimento dos Pequenos Agricultores (Brasil), Vía Campesina (Brasil), MCP - Movimento das Comunidades Populares (Brasil), Quebrando Muros (PR, Brasil), Mães de Maio (Movimiento Madres de Mayo), Radio da Juventude (SP, Brasil), Base Popular (Brasil), Coletivo Anarquista Zumbi dos Palmares (AL, Brasil), Resistencia Popular (PE, Brasil), SinDUFFS Seção Sindical dos Docentes da Universidade Federal da Fronteira Sul, Comuna Pachamama -MST- (RS, Brasil), Resistência Popular (RS, Brasil), Resistência Popular (SC, Brasil), Laboratorio de Medios Autonomos (Brasil), Cooperativa Cempal, Espaço Libertário Moinho Negro (RS, Brasil), Protopia, Coletivo Negada, Radio Livre Laberintos 107,7, ADUFFS Associação dos docentes da UFF (Brasil), Autonomos FC (Futbol Club), GEP (Grupos de Educacao Popular, Rio de Janeiro), Organizaçao Anarquista Terra e Liberdade (RJ)

Resistência Popular (AL, Brasil), Coletivo Mulheres Resistem (AL, Brasil), FOB - Federación de Organizaciones de Base (Argentina)

De acuerdo con la nueva Ley argentina Nº 26.032, cuyo texto se encuentra en:
http://infoleg.mecon.gov.ar/infolegInternet/anexos/105000-109999/107145/norma.htm,


quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Curitiba recebe o 2º Encontro de Blogueir@s, Redes Sociais e Cultura Digital do Paraná, em abril de 2013 - paranablogs - Blogoosfero

Postado originalmente: 30 de Janeiro de 2013, por Paraná Blogs 


Liberdade de expressão, jornalismo na web, democracia digital, marco civil da internet e democratização da comunicação.
Estes e outros temas estarão em debate no II Encontro de Blogueir@s, Redes Sociais e Cultura Digital do Paraná, também conhecido como #2ParanaBlogs, de 12 a 14 de abril em Curitiba.


O evento, na nova sede do SISMUC, vai reunir blogueir@s, ativistas digitais, jornalistas, comunicadores populares, estudantes e internautas do Paraná e outros estados.
Para os debates, já estão confirmados nomes de expressão nacional e regional, como o do teólogo Leonardo Boff, do comunicador Vito Gianotti e da blogueira Conceição Oliveira, do Blog da Maria Frô. Nos próximos dias a organização do evento pretende divulgar novas confirmações de convidados.
Entre os paranaenses, estarão nas mesas de debate os jornalistas Esmael Morais, do Blog do Esmael, Joice Hasselmann, do Blog da Joice, Ronildo Pimentel, do Boca Maldita, o deputado federal João Arruda, presidente da Comissão do Marco Civil da internet, o advogado Tarso Cabral, do Blog do Tarso, o senador Roberto Requião, entre outros.
As mesas de debate, temas e convidados ainda podem ser sugeridos através do blog oficial do evento (blogoosfero.com/paranablogs).
Além dos temas relacionados, o #2ParanáBlogs pretende discutir uma série de temas que interessam a todos os internautas, como as novas legislações de internet, que alteram a forma como os cidadãos tem acesso à rede.
#ParanaBlogs - A primeira edição do Encontro de Blogs, Redes Sociais e Cultura Digital do Paraná aconteceu no ano de 2011, em Curitiba. Na oportunidade, mais de 60 internautas compareceram. Eles tiveram oportunidade de manterem contato, durante o evento, com ativistas de São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.
O #ParanáBlogs é a etapa preparatória estadual para o Encontro Nacional de Blogueiros, que em 2014 chegará à sua quarta edição, e para o II Encontro Mundial de Blogueiros, que tem data prevista para acontecer em outubro de 2013, na cidade de Foz do Iguaçu, sede permanente do evento.
O II Encontro de Blogueiros, Redes Sociais e Cultura Digital do Paraná conta com o apoio do SISMUC, Sindijor, Sindjus, TIE Brasil, Poolblique, Blogoosfero e do Centro de Estudos de Mídia Barão de Itararé.

Fonte:
Curitiba recebe o 2º Encontro de Blogueir@s, Redes Sociais e Cultura Digital do Paraná, em abril de 2013 - paranablogs - Blogoosfero

Poderá também conferir em:

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Blogoosfero foi criado por blogueiros. Veja como utilizar essa ferramenta de comunicação



O Blogoosfero foi lançado em maio de 2012, durante do 3° Encontro Nacional de Blogueiros, em Salvador. É uma das grandes ferramentas usadas pelos blogueiros progressistas.
O Blogoosfero é uma plataforma livre, colaborativa e segura.
O Blogoosfero é Liberdade e Autonomia Tecnológica, Liberdade de Expressão, Segurança e Desenvolvimento Nacional, reunidos um ambiente de grande interação entre os usuários.
O Blogoosfero é rede social, blog, fórum, galeria de fotos, agenda, gerenciador de conteúdo, agregador de notícias e empreendimento social auto-sustentável, aberto e livre para quem quiser participar.
Com o Blogoosfero você deixa de ser um mero usuário de tecnologias de informação e passa a ser dono delas.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Senado rejeita mudanças e aprova MP da energia elétrica


De Agência Senado - 18/12/2012 - 22h25 Plenário - Votações - Atualizado em 18/12/2012 - 23h04

O Plenário do Senado aprovou nesta terça-feira (18) o PLV 30/2012, derivado da medida provisória (MP) 579/2012, que trata da renovação de concessões de empresas de eletricidade e reduz em até 20% o preço da tarifa de energia. Senadores oposicionistas propuseram redução ainda maior no preço das tarifas, por meio de isenções do Programa de Integração Social (PIS), do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) e da Contribuição Social para financiamento da Seguridade Social (Cofins). O destaque apresentado nesse sentido, porém, foi rejeitado.



A inclusão da MP na pauta  motivou duras críticas do DEM e do PSDB. O senador Alvaro Dias (PSDB-PR) sublinhou que a matéria entrou na pauta do Senado logo após a votação dos destaques na Câmara dos Deputados, sem que houvesse tempo hábil para análise da Casa.

- Cinco minutos depois da aprovação na Câmara, a medida estava sendo lida no Senado. Nem Ayrton Senna nos melhores tempos! Se tudo no Brasil tivesse essa agilidade, o país estaria bem – ironizou.

O senador Aécio Neves (PSDB-MG), no mesmo sentido, afirmou que a relevância da matéria justificaria mais tempo para discussão, e criticou o "rolo compressor" do governo, que leva o Senado a votar sem conhecer em profundidade o conteúdo da proposta.

Em resposta, o presidente do Senado, José Sarney, afirmou que o Senado participou da comissão mista que analisa a medida provisória e já teria, assim, conhecimento do conteúdo da matéria. Sarney disse que a Mesa não violou o Regimento nem a vontade das lideranças e acrescentou que a pressa se deve à relevância da matéria, que pode reduzir a conta de energia para o consumidor brasileiro. Sarney disse também que a oposição anteriormente concordara com a decisão de incluir a matéria na pauta.

- Não estamos fazendo isso pela primeira vez. Estamos apenas cumprindo o que diz a Constituição. Vamos prosseguir na apreciação da matéria – afirmou, lembrando outras ocasiões em que medidas provisórias foram lidas e votadas na mesma sessão do Senado.

'Intervencionismo'

Aécio Neves manifestou apoio à redução nas tarifas de energia, mas condenou o "intervencionismo" do governo federal no setor elétrico e a "exploração política de uma questão de tal seriedade". Para ele, Dilma Rousseff deveria ter tido a "generosidade" de buscar o apoio dos governadores dos estados que controlam empresas geradoras de energia e dos dirigentes de tais companhias, mas preferiu passar a ideia de ter uma "varinha de condão" capaz de reduzir as tarifas.

O senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) disse que a medida é "populista e aproveitadora" por parte do governo, que faz crer que a oposição é contra a redução de tarifas. Ele também chamou a atenção para os prejuízos que a intervenção federal deverá causar à economia do país.

O procedimento "autoritário" do governo federal também foi criticado pelo senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), que salientou a situação das concessões de várias usinas das Centrais Elétricas de São Paulo (Cesp) que vencem em 2015. Segundo Aloysio Nunes, o governo federal já sabia dos prazos de concessão e teve tempo suficiente para debater as renovações com a participação do Congresso e a defesa do acionistas minoritários da Cesp.

Competitividade

Já o senador Sergio Souza (PMDB-PR) afirmou que a medida serve para baixar o custo Brasil e estimular o setor produtivo através do aumento da competitividade. Ele disse que as tarifas embutem o custo da construção das usinas e das linhas, mesmo que as obras já estejam pagas. Para ele, os governadores não devem se preocupar com a redução na arrecadação tributária decorrente das tarifas mais baixas.
- [A redução] significa mais dinheiro no bolso do setor produtivo, o que amplia a base tributária, o que mais que compensará a redução nas tarifas - declarou.

Para o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), a medida levanta uma discussão mais ampla, sobre o papel do Estado na economia. Ele disse esperar que providências semelhantes sejam tomadas pelo governo em outros setores. O senador declarou considerar injusto que o consumidor tenha que pagar "várias vezes" por usinas que já estão pagas - o que, em sua avaliação, garante os elevados lucros das empresas de capital privado.

Na mesma linha, o senador Roberto Requião (PMDB-PR) fez crítica veemente aos argumentos da oposição, contrária à intervenção do Estado. Ele apontou o alto custo das tarifas de energia praticadas no Brasil e elogiou a decisão da presidente da República de intervir no setor de energia. O senador ressaltou que, quando governador do Paraná, impediu o leilão da Companhia Paranaense de Energia (Copel), que passou de "elefante branco" a empresa lucrativa. Requião porém criticou a "timidez" da medida provisória em relação aos investidores. Segundo ele, os acionistas deveriam ter o "patriotismo" de aceitar redução na distribuição dos lucros. O senador sugeriu ainda a criação de uma empresa pública para cuidar das empresas que não renovarem seus contratos.

Desoneração

O senador José Agripino (DEM-RN) lembrou que, em sua campanha presidencial (2010), Dilma prometeu que zeraria PIS, Pasep e Cofins de saneamento, transporte e energia elétrica. O senador Mário Couto (PSDB-PA) chegou a declarar que Dilma Rousseff "mentiu à nação" quando prometeu baixar as tarifas em 25%, e afirmou que o governo deveria ter a coerência de orientar a base parlamentar a apoiar a desoneração de tributos federais sobre a eletricidade, como propôs a oposição.

O relator da MP, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), argumentou que os estados devem cumprir sua parte na desoneração, chamando a atenção para estados que cobram 30% de imposto sobre circulação de mercadorias e serviços (ICMS) sobre a energia. Renan Calheiros, porém, foi contra a aprovação de destaques: conforme lembrou, se a MP fosse modificada no Senado, teria que voltar a tramitar na Câmara e a redução nas contas de luz acabaria sendo adiada.

Os líderes da oposição retiraram todos os destaques, exceto a Emenda 382, do deputado Arnaldo Jardim (PPS-SP). A emenda - que acabou rejeitada por 48 votos a 15 no Senado - determinava mudança no regime de tributação de PIS/Pasep e Cofins incidentes sobre a energia elétrica de modo a reduzir as tarifas.


Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)