terça-feira, 4 de dezembro de 2012

MARX E A ECOLOGIA


Antes mesmo da concepção de sustentabilidade e das preocupações ambientais modernas, Marx já escrevia sobre a necessidade de cuidados com a natureza. Para ele, o homem é parte integrante dela. Entretanto esses conceitos dividem opiniões até hoje.

Conceitos como sustentabilidade e ecologia já eram discutidos muito antes de se tornarem moda nos meios empresariais e midiáticos, como acontece hoje. A preocupação com o equilíbrio da natureza fazia parte dos estudos de Karl Marx que, com outros termos, abordava a necessidade de uma economia equilibrada, e para tanto, o consumo consciente, sempre relacionando esses aspectos à justiça social.
Em "O Capital", além de falar sobre o capitalismo, que esgota as forças do trabalhador, ele aponta suas reflexões também para o esgotamento da terra pelo sistema. Além disso, ele propõe que o homem á parte da natureza e, portanto, deveria ter papel de guardião desta natureza. Mas, há quem diga que esses conceitos não se aplicam na teoria de Marx, resultado de interpretações enviesadas de sua obra (...)

Para se aprofundar mais sobre o assunto leia em:


Portal Ciência & Vida - Filosofia, História, Psicologia e Sociologia - Editora Escala.



sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Rússia suspende importações de milho da Monsanto suspeito de causar câncer: Voz da Rússia


O governo da Rússia suspendeu a importação e venda de milho geneticamente modificado da Monsanto depois de um estudo francês sugerir que o alimento pode causar câncer.

milho de Monsanto, câncer

O relatório elaborado pela Universidade da França de Caen, publicado na semana passada, afirmou que ratos alimentados durante um período de dois anos com milho transgênico da empresa desenvolveram mais tumores e outras patologias que um grupo de animais que comeram milho orgânico. O milho é geneticamente modificado para resistir a pragas.

Capa do DVD que mostra irregularidades praticadas pela Monsanto
A Monsanto criticou o estudo, dizendo que os dados não satisfazem padrões mínimos aceitáveis para este tipo de pesquisa científica.
A decisão das autoridades russas aconteceu depois que o Instituto de Nutrição do país constatou os mesmos problemas.

Fonte: SÍTIO A VOZ DA RÚSSIA. Rússia suspende importações de milho da Monsanto suspeito de causar câncer. Online. 26/09/2012 Disponível em: http://portuguese.ruvr.ru/2012_09_26/89419606/ Capturado em 29/09/2012.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Expansão agrícola levou prosperidade a poucos, diz pesquisa


Cidades paulistas que experimentaram uma forte expansão da agricultura entre 1990 e 2008 observaram também um aumento da pobreza relativa — a incapacidade de se viver de acordo com o custo de vida local — e o acirramento dos conflitos agrários. A conclusão é de um estudo realizado pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).



O trabalho, que cruzou informações sobre concentração de renda, pobreza relativa, produção agrícola e mortes por conflitos no campo, demonstra que, nas regiões Oeste e o Nordeste do Estado, o aquecimento da atividade agrícola foi acompanhado do aumento da violência e da marginalização econômica.
“Isso reitera o fato de que esse modo de produção leva aos municípios uma prosperidade concentrada nas mãos de poucos, enquanto gera um número cada vez maior de excluídos”, conclui o autor da pesquisa, Tiago Avanço Cubas, em nota.
A Favela do Simioni, maior de Ribeirão Preto, abriga 3,4 mil pessoas. (Foto: Reprodução EPTV)
A Favela do Simioni, a maior de Ribeirão Preto, abriga 3,4 mil pessoas. (Foto: Reprodução EPTV)


Segundo ele, Ribeirão Preto, um dos principais polos do agronegócio no país, é um exemplo típico desse fenômeno. “O município viveu de 1990 a 2008 um crescimento desordenado impulsionado pelo investimento rural e que levou ao surgimento e intensificação do número de moradias precárias.” Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), citados pelo estudo, a cidade tem 26 favelas, quase todas originadas nas duas últimas décadas.


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quinta-feira, 6 de setembro de 2012

LUTAR NÃO É CRIME

Só para lembrar.... Lutar não é Crime:


Moradia um direito de todos, estabelecido pela constituição federal, devemos lutar não só por uma verdadeira reforma agrária, mas também por uma reforma imobiliária - contra o latifúndio rural - contra o latifúndio urbano - contra a exploração da classe trabalhadora - contra a opressão dos povos por nações imperialistas!!!

Abraços e Saudações Vermelhas
Amigos Companheiros e Camaradas!!!
CRABASTOS @

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

09 DE AGOSTO COMPLETA 17 ANOS DE INJUSTIÇAS COMETIDA PELO PODER DO ESTADO DE RONDÔNIA (MASSACRE DE CORUMBIARA)

Texto de Valdir Fernandes (Taffarel) - SEGUNDA-FEIRA, 6 DE AGOSTO DE 2012
Secretário do Instituto Adelino Ramos (INFCAR)



17 anos de injustiça.
Era dia 09 de Agosto de 1995. Cidade de Corumbiara, Estado de Rondônia, Brasil. Os sem terras estavam acampados na Fazenda Santa Elina, com suas famílias, amigos e companheiros. A polícia, o judiciário e o governo do estado, estavam organizados para ‘atacar’ os invasores.
Tudo acertado para se fazer a operação militar, e o comandante da tropa, procurava ludibriar os sem terras para ‘ganhar’ tempo ou para ‘enrolar’ os ocupantes e preparar o verdadeiro genocídio, que marcou a história do Brasil e a luta pela terra.
Vários policiais militares, jagunços e muitos infiltrados, se armaram com armas de fogo, fizeram o cerco e aguardavam a ordem para ‘liquidar’ com os sem terras. Pela covardia, que deve ser a marca da polícia de Rondônia, prepararam o dito ‘ataque’ na madrugada, para não dar chance aos sem terras de se protegerem ou de reagirem.
Dada a voz de comando, os policiais, jagunços e os infiltrados, começa a se aproximar do acampamento. Os sem terras perceberam a chegada da polícia e ao primeiro grito de socorro, ouvem-se tiros e mais tiros. Foi à verdadeira covardia!
A policia invade o acampamento, atira para todos os lados e sem pudor. Saldo, 11 sem terras mortas, incluindo uma menina de sete anos, de nome Vanessa, que ao susto dos tiros, levanta-se e tenta fugir. Além dos 11 sem terras, dois policiais são encontrados mortos.
Como sempre a mídia tenta desconstruir, mas o movimento católico, o movimento sindical rural e as famílias que estavam acampadas clamaram por socorro e assim que os primeiros integrantes de movimentos de direitos humanos chegam a Corumbiara, percebem a desgraça que a polícia fez.
Alem das mortes já certas no acampamento, alguns são recolhidos para o hospital de Vilhena, Porto Velho. Entre os socorridos estavam Claudemir Gilberto Ramos, um dos que sobreviveram e sua vida só foi salva, graças a CUT Rondônia, que juntamente com o então presidente Vicentinho, solicitou que retirassem Claudemir da cidade, para não ser morto.
Passado dias do massacre, a apuração e investigação do Massacre de Corumbiara, foi feito pela Polícia Militar e o resultado não podia ser outro, policiais absolvidos e os sem terras condenados. A comissão pastoral da terra e outras entidades solicitaram um novo julgamento e o resultado, o mesmos, policiais absolvidos e os sem terras condenados.
O movimento pelos direitos humanos recorreu do julgamento à corte da Organização dos Estados Americanos (OEA) que se prontificou fazer uma nova investigação e entregou ao governo brasileiro, à época FHC, solicitando um novo julgamento, que prontamente o governo se negou.
Não havendo mais como recorrer à justiça, o Deputado Federal, João Paulo Cunha, protocolou um projeto de lei, solicitando Anistia Política aos dois únicos sem terras condenados, Claudemir Gilberto Ramos e Cícero Pereira. O projeto tramita na câmara dos deputados em Brasília.
Enquanto isso já se passou 17 anos do Massacre e para lamentar a inoperância do governo, o pai de Claudemir foi assassinado por jagunços, no dia 27 de maio de 2011. O suposto matador foi preso, solto e assassinado e o caso foi arquivado pela justiça de Rondônia.
Agora no dia 09 de Agosto de 2012, o que nos resta? A justiça? A reparação?! A terra?!


O massacre de Corumbiara mostra que o conflito na fazenda Santa Elina tem as mesmas características de milhares de conflitos por terra que aconteceram e acontecem no Brasil, e que o massacre de Corumbiara tem a mesma gênese de tantos outros massacres acontecidos contra camponeses, posseiros e índios ao longo de quinhentos anos de luta pelo acesso e posse à terra, evidenciando que o país ainda não resolveu sua questão agrária.
Na apuração dos fatos, nos processos judiciais e no júri, ficou evidenciado que os camponeses é que pagaram muito caro por terem sonhado com o acesso à terra e por terem ido à luta para concretizar aquele sonho, que, afinal, é o sonho de milhares de sem terra. Ninguém foi responsabilizado pelas torturas que aquelas pessoas sofreram, os órfãos e as viúvas estão desamparadas, existe gente desaparecida até hoje e muitos trabalhadores estão debilitados física e emocionalmente, por sequelas causadas pelos maus tratos recebidos durante a desocupação da fazenda Santa Elina.

Fonte: CORUMBIARA: O MASSACRE DOS CAMPONESES. RONDÔNIA/BRASIL 1995. Disponível em: http://www.ub.edu/geocrit/sn/sn119-41.htm 

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segunda-feira, 23 de julho de 2012

ATO 17 ANOS DO MASSACRE DE CORUMBIARA

O ato ocorrerá no Município de Osasco, em 29/07 às 09 horas da manhã, sendo uma uma lembrança às vítimas do massacre de Corumbiara em seus 17 anos completados em agosto de 2012.



























Ato Ecumênico e de  reverência em memória às vítimas do Massacre de Corumbiara, haverá também um alerta destes 17 anos de injustiças e perseguições.