sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Rússia suspende importações de milho da Monsanto suspeito de causar câncer: Voz da Rússia


O governo da Rússia suspendeu a importação e venda de milho geneticamente modificado da Monsanto depois de um estudo francês sugerir que o alimento pode causar câncer.

milho de Monsanto, câncer

O relatório elaborado pela Universidade da França de Caen, publicado na semana passada, afirmou que ratos alimentados durante um período de dois anos com milho transgênico da empresa desenvolveram mais tumores e outras patologias que um grupo de animais que comeram milho orgânico. O milho é geneticamente modificado para resistir a pragas.

Capa do DVD que mostra irregularidades praticadas pela Monsanto
A Monsanto criticou o estudo, dizendo que os dados não satisfazem padrões mínimos aceitáveis para este tipo de pesquisa científica.
A decisão das autoridades russas aconteceu depois que o Instituto de Nutrição do país constatou os mesmos problemas.

Fonte: SÍTIO A VOZ DA RÚSSIA. Rússia suspende importações de milho da Monsanto suspeito de causar câncer. Online. 26/09/2012 Disponível em: http://portuguese.ruvr.ru/2012_09_26/89419606/ Capturado em 29/09/2012.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Expansão agrícola levou prosperidade a poucos, diz pesquisa


Cidades paulistas que experimentaram uma forte expansão da agricultura entre 1990 e 2008 observaram também um aumento da pobreza relativa — a incapacidade de se viver de acordo com o custo de vida local — e o acirramento dos conflitos agrários. A conclusão é de um estudo realizado pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).



O trabalho, que cruzou informações sobre concentração de renda, pobreza relativa, produção agrícola e mortes por conflitos no campo, demonstra que, nas regiões Oeste e o Nordeste do Estado, o aquecimento da atividade agrícola foi acompanhado do aumento da violência e da marginalização econômica.
“Isso reitera o fato de que esse modo de produção leva aos municípios uma prosperidade concentrada nas mãos de poucos, enquanto gera um número cada vez maior de excluídos”, conclui o autor da pesquisa, Tiago Avanço Cubas, em nota.
A Favela do Simioni, maior de Ribeirão Preto, abriga 3,4 mil pessoas. (Foto: Reprodução EPTV)
A Favela do Simioni, a maior de Ribeirão Preto, abriga 3,4 mil pessoas. (Foto: Reprodução EPTV)


Segundo ele, Ribeirão Preto, um dos principais polos do agronegócio no país, é um exemplo típico desse fenômeno. “O município viveu de 1990 a 2008 um crescimento desordenado impulsionado pelo investimento rural e que levou ao surgimento e intensificação do número de moradias precárias.” Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), citados pelo estudo, a cidade tem 26 favelas, quase todas originadas nas duas últimas décadas.


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quinta-feira, 6 de setembro de 2012

LUTAR NÃO É CRIME

Só para lembrar.... Lutar não é Crime:


Moradia um direito de todos, estabelecido pela constituição federal, devemos lutar não só por uma verdadeira reforma agrária, mas também por uma reforma imobiliária - contra o latifúndio rural - contra o latifúndio urbano - contra a exploração da classe trabalhadora - contra a opressão dos povos por nações imperialistas!!!

Abraços e Saudações Vermelhas
Amigos Companheiros e Camaradas!!!
CRABASTOS @

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

09 DE AGOSTO COMPLETA 17 ANOS DE INJUSTIÇAS COMETIDA PELO PODER DO ESTADO DE RONDÔNIA (MASSACRE DE CORUMBIARA)

Texto de Valdir Fernandes (Taffarel) - SEGUNDA-FEIRA, 6 DE AGOSTO DE 2012
Secretário do Instituto Adelino Ramos (INFCAR)



17 anos de injustiça.
Era dia 09 de Agosto de 1995. Cidade de Corumbiara, Estado de Rondônia, Brasil. Os sem terras estavam acampados na Fazenda Santa Elina, com suas famílias, amigos e companheiros. A polícia, o judiciário e o governo do estado, estavam organizados para ‘atacar’ os invasores.
Tudo acertado para se fazer a operação militar, e o comandante da tropa, procurava ludibriar os sem terras para ‘ganhar’ tempo ou para ‘enrolar’ os ocupantes e preparar o verdadeiro genocídio, que marcou a história do Brasil e a luta pela terra.
Vários policiais militares, jagunços e muitos infiltrados, se armaram com armas de fogo, fizeram o cerco e aguardavam a ordem para ‘liquidar’ com os sem terras. Pela covardia, que deve ser a marca da polícia de Rondônia, prepararam o dito ‘ataque’ na madrugada, para não dar chance aos sem terras de se protegerem ou de reagirem.
Dada a voz de comando, os policiais, jagunços e os infiltrados, começa a se aproximar do acampamento. Os sem terras perceberam a chegada da polícia e ao primeiro grito de socorro, ouvem-se tiros e mais tiros. Foi à verdadeira covardia!
A policia invade o acampamento, atira para todos os lados e sem pudor. Saldo, 11 sem terras mortas, incluindo uma menina de sete anos, de nome Vanessa, que ao susto dos tiros, levanta-se e tenta fugir. Além dos 11 sem terras, dois policiais são encontrados mortos.
Como sempre a mídia tenta desconstruir, mas o movimento católico, o movimento sindical rural e as famílias que estavam acampadas clamaram por socorro e assim que os primeiros integrantes de movimentos de direitos humanos chegam a Corumbiara, percebem a desgraça que a polícia fez.
Alem das mortes já certas no acampamento, alguns são recolhidos para o hospital de Vilhena, Porto Velho. Entre os socorridos estavam Claudemir Gilberto Ramos, um dos que sobreviveram e sua vida só foi salva, graças a CUT Rondônia, que juntamente com o então presidente Vicentinho, solicitou que retirassem Claudemir da cidade, para não ser morto.
Passado dias do massacre, a apuração e investigação do Massacre de Corumbiara, foi feito pela Polícia Militar e o resultado não podia ser outro, policiais absolvidos e os sem terras condenados. A comissão pastoral da terra e outras entidades solicitaram um novo julgamento e o resultado, o mesmos, policiais absolvidos e os sem terras condenados.
O movimento pelos direitos humanos recorreu do julgamento à corte da Organização dos Estados Americanos (OEA) que se prontificou fazer uma nova investigação e entregou ao governo brasileiro, à época FHC, solicitando um novo julgamento, que prontamente o governo se negou.
Não havendo mais como recorrer à justiça, o Deputado Federal, João Paulo Cunha, protocolou um projeto de lei, solicitando Anistia Política aos dois únicos sem terras condenados, Claudemir Gilberto Ramos e Cícero Pereira. O projeto tramita na câmara dos deputados em Brasília.
Enquanto isso já se passou 17 anos do Massacre e para lamentar a inoperância do governo, o pai de Claudemir foi assassinado por jagunços, no dia 27 de maio de 2011. O suposto matador foi preso, solto e assassinado e o caso foi arquivado pela justiça de Rondônia.
Agora no dia 09 de Agosto de 2012, o que nos resta? A justiça? A reparação?! A terra?!


O massacre de Corumbiara mostra que o conflito na fazenda Santa Elina tem as mesmas características de milhares de conflitos por terra que aconteceram e acontecem no Brasil, e que o massacre de Corumbiara tem a mesma gênese de tantos outros massacres acontecidos contra camponeses, posseiros e índios ao longo de quinhentos anos de luta pelo acesso e posse à terra, evidenciando que o país ainda não resolveu sua questão agrária.
Na apuração dos fatos, nos processos judiciais e no júri, ficou evidenciado que os camponeses é que pagaram muito caro por terem sonhado com o acesso à terra e por terem ido à luta para concretizar aquele sonho, que, afinal, é o sonho de milhares de sem terra. Ninguém foi responsabilizado pelas torturas que aquelas pessoas sofreram, os órfãos e as viúvas estão desamparadas, existe gente desaparecida até hoje e muitos trabalhadores estão debilitados física e emocionalmente, por sequelas causadas pelos maus tratos recebidos durante a desocupação da fazenda Santa Elina.

Fonte: CORUMBIARA: O MASSACRE DOS CAMPONESES. RONDÔNIA/BRASIL 1995. Disponível em: http://www.ub.edu/geocrit/sn/sn119-41.htm 

Poderá ler também:



segunda-feira, 23 de julho de 2012

ATO 17 ANOS DO MASSACRE DE CORUMBIARA

O ato ocorrerá no Município de Osasco, em 29/07 às 09 horas da manhã, sendo uma uma lembrança às vítimas do massacre de Corumbiara em seus 17 anos completados em agosto de 2012.



























Ato Ecumênico e de  reverência em memória às vítimas do Massacre de Corumbiara, haverá também um alerta destes 17 anos de injustiças e perseguições.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Conflitos agrários no AM são temas de audiência em Brasília

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labrea
Os conflitos agrários no Sul do Amazonas serão tema de uma audiência pública, na próxima terça-feira (19), na Câmara dos Deputados, em Brasília, ocasião em que será cobrado do poder público soluções para o caso. A audiência está prevista para acontecer a partir das 14 h (horário de Brasília), no plenário 11, do anexo 2. A audiência será conjunta entre as Comissões de Direitos Humanos e Minorias e da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional.


 “A discussão que se trava na Rio+20 passa pela garantia dos direitos fundamentais das populações tradicionais e dos assentados da reforma agrária que usam os recursos naturais cuidando da natureza. O poder público precisa agir para garantir os direitos humanos e a preservação do meio ambiente, punindo os que os violam. Não haverá sustentabilidade se o Estado não fizer sua parte e não estabelecer o equilíbrio”, afirma a deputada Janete Capiberibe (PSB/AP), proponente do debate.



Segundo ela, é urgente a ação do poder público para garantir a legalidade fundiária, o direito a vida e à sobrevivência das lideranças locais e dos lavradores, ribeirinhos e extrativistas, consolidando a presença do estado brasileiro na região.



Para a audiência pública conjunta estão sendo aguardados o Ministro da Justiça, José Eduardo; o presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), Celso Lisboa de Lacerda; a líder camponesa da Associação Deus Proverá Nilcilene Miguel de Lima; a coordenadora da Comissão Pastoral da Terra, no Amazonas (CPT-AM), Francisneide Lourenço; a secretária do Patrimônio da União, Paula Maria Motta Lara e representantes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (IBAMA), da Secretaria de Segurança Pública do Estado do Amazonas (SSP-AM), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.



Motivos

A audiência pública foi motivada pelos crimes cometidos por grileiros e madeireiros que pretendem expulsar os posseiros, lavradores, ribeirinhos e extrativistas dos lotes de terras públicas, como as várzeas ou áreas griladas.



Lavradores e suas famílias são retirados à força das suas casas, queimadas junto com as plantações; animais são roubados pelos jagunços que ameaçam, agridem e matam os que se opõem aos grileiros e denunciam a ação dos madeireiros. O desmatamento ocorre sem qualquer fiscalização ou punição pelo poder público. Quem denuncia corre o risco de ser morto.



Desde 2007, sete pessoas foram mortas por denunciarem os crimes ambientais e de propriedade da terra no município de Lábrea, no sul do Amazonas.



Em torno de 800 famílias de lavradores, seringueiros e catadores de castanha do programa Terra Legal ou moradores dos assentamentos Gedeão e o Curuquetê – cujo líder Adelino Ramos foi assassinado em 2011 – seguem ameaçadas em seus lotes, junto com a floresta, vítimas da retirada ilegal de madeira, da grilagem de terras e da ausência do Estado brasileiro.



Em Boca do Acre, também no Amazonas, duas casas de extrativistas foram queimadas na última semana de abril.



Mais de 100 famílias foram expulsas por 40 policiais e 40 jagunços contratados pela suposta proprietária dos 5.202 hectares do Seringal Macapá, reivindicados com o título de posse de outra área, o Seringal Granada, contaram os lavradores.



“Saímos de lá só com a roupa do corpo. Durante sete meses, as crianças choravam de fome e dormíamos no chão, com os cachorros. Isso não é vida prá ninguém”, disse Everaldo de Melo, presidente da associação.



Recentemente, os trabalhadores voltaram aos lotes de 50 hectares que ocupam há mais de sete anos. Eles relatam crimes idênticos também nos municípios de Manicoré e Humaitá, onde servidores da Secretaria de Patrimônio da União (SPU) foram ameaçados e não puderam cadastrar os lotes dos lavradores e ribeirinhos, numa demonstração de quanto o Estado precisa ser fortalecido na região.


Fonte:
Conflitos agrários no AM são temas de audiência em Brasília. Disponível em: http://portaldopurus.com.br/index.php/boca-do-acre-2/6456-conflitos-agrarios-no-am-sao-temas-de-audiencia-em-brasilia 

Leia Também:

Audiência cobrou soluções para os conflitos agrários na Amazônia ...
Segundo a Pastoral da Terra, em 2011 foram registrados mais de 1.300 confrontos entre trabalhadores rurais.
g1.globo.com/am/amazonas/bom-dia.../t/.../2002990/
Audiência cobra soluções para conflitos agrários na Amazônia ...
Uma audiência pública na Câmara dos Deputados, em Brasília, cobrou soluções para os conflitos agrários na Amazônia. O encontrou tratou dos crimes ...
www.emprestimoonline.com.br/.../audiencia-cobra-soluc-es-pa...

sexta-feira, 11 de maio de 2012

ADELINO RAMOS UM CAMARADA DE VALOR



HOMENAGEM AO LÍDER DO MOVIMENTO CAMPONÊS CORUMBIARA ADELINO RAMOS (Popular Dinho)

O Camarada Adelino Ramos sempre esteve ligado nas lutas em defesa da justiça, dos movimentos sociais, do meio ambiente e da Reforma Agrária. Por suas preocupações por verdadeiras reformas sociais, resolve entrar para a Secretaria Agrária de Rondônia da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), filia-se ao PCdoB lançando-se candidato a vereador em 2008, pelo Município de Candeias do Jamari pela coligação Desperta Candeias (PCdoB / PDT / PT).

Dinho como também era conhecido o Camarada Adelino Ramos, nasce no Município de São João, no Estado do Paraná em 24/07/1954, filho de Manoel Ramos, e Carmelinda Ramos, ambos do Rio Grande do Sul.

Pelas dificuldades que enfrenta em 1981 resolver ir para Rondônia em busca de um pedaço de terra para trabalhar e dar sustento a sua família, não conformado com as injustiças ocorridas com os trabalhadores rurais acaba se tornando um Grande Líder dos Movimentos Agrários.

Por questões de luta pela terra e em sua defesa pela Reforma Agrária acaba sendo um dos líderes do assentamento na Fazenda Santa Elina, quando em agosto de 1995 ocorre nesta fazenda um verdadeiro massacre a trabalhadores e trabalhadoras sem terras, episódio este que ficou conhecido como o “Massacre de Corumbiara”.

Em 22 de fevereiro de 1996 torna-se Líder do Movimento Camponês Corumbiara MCC - movimento este que fundou junto com seu filho Claudemir Gilberto Ramos, além de outros sobreviventes do massacre de Corumbiara para darem continuidade à luta dos camponeses sem terra na região de Rondônia e Amazonas.

Também em Corumbiara o Camarada Dinho ajuda algumas organizações indígenas de Rondônia a descobrirem índios em fazendas da região, os que foram trazidos para cidades, além dos que foram massacrados e mortos por fazendeiros de Corumbiara.

Até que em uma manhã de sexta-feira em Vista Alegre do Abunã, um distrito de Porto Velho, em Rondônia. Segundo informações da Comissão Pastoral da Terra (CPT), Dinho, foi alvejado por um motociclista quando estava em seu carro, vendendo verduras na companhia da esposa e de duas filhas de 6 e 4 anos, aos 56 anos em 27 de maio de 2011 é cruelmente assassinado.

Porém antes de morrer o Camarada Dinho deixou um total de 15 mil famílias de sem terras assentadas em todo o Estado como nos Municípios de: Corumbiara; Espigão do Oeste; Pimenta Bueno; Vilhena; Theobrama; Assentamento Palmares; Assentamento Primavera; Assentamento Lagoa Nova, além de outros assentamentos nas redondezas. Próximo da região onde foi assassinado nos assentamentos: do Vale do Jamari; Colina Verde, Anari, Candeias, Ariquemes, Jaguará Mirim, Porto Velho. Um pouco antes de seu assassinato era líder do Projeto de Assentamento Florestal Curuquetê, localizado no município de Lábrea (a 701,62 quilômetros de Manaus).

Adelino Ramos entrou nos movimentos sociais lutando pela terra: defendo os trabalhadores rurais sem terra, o meio ambiente, a floresta de ser devastada pelos madeireiros e os fazendeiros de Rondônia; e foi essas lutas que o levaram a morte. Defendeu verdadeiramente o meio ambiente e a floresta de ser devastada fazendo o papel que deveria ser realizado pelo Estado.

Adelino Ramos? Presente!!! A luta é contínua sempre! Viva a Reforma Agraria!!!

Baseado nos Textos:



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