quarta-feira, 7 de março de 2012

Acusados de assassinato de casal vão a júri popular no Pará | Carta Capital


Carta Capital

Por Felipe Milanez - 06.03.2012 18:18




 Em tempo recorde para os padrões locais, a Justiça paraense transformou em réus e mandou a Júri os acusados do assassinato do casal de ambientalistas, José Cláudio Ribeiro e Maria do Espírito Santo. O crime foi cometido em 24 de maio de 2011, e os acusados de ser o mandante, José Rodrigues, e um dos executores, seu irmão Lindonjonson, foram presos em 18 de setembro. Alberto Nascimento, outro acusado, foi preso em seguida.



José Cláudio e dona Maria foram executados após denunciarem a atuação de grupos madeireiros. Familiares temem que a impunidade prevaleça. Foto Rodolfo Oliveira/AG. Pará
Segundo o juiz Murilo Simão, da comarca de Marabá, os acusados foram pronunciados no crime de homicídio triplicamente qualificado: motivo torpe (disputa pela posse de terra), meio cruel (uma das orelhas da vítima José Cláudio foi cortada pelos pistoleiros quando ainda estava vivo) e recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa das vítimas (crime praticado mediante emboscada).
Se condenados pelo tribunal do júri os acusados poderão pegar pena máxima de até 60 anos de prisão cada.
A expectativa do advogado José Batista Afonso, da Comissão Pastoral da Terra, é que o Júri seja transferido para Belém, em razão da ambiente de insegurança que pode ocorrer na cidade em Marabá sobre os jurados.
Laisa Santos Sampaio, irmã da vítima Maria do Espírito Santo, tem recebido constantes ameaças de morte no assentamento onde vive, e onde o casal foi assassinado. Ela anda sem escolta de segurança, apesar de reiterados pedidos.

Leia a íntegra da nota: 

ACUSADOS DE ASSASSINAREM CASAL DE EXTRATIVISTAS EM NOVA IPIXUNA SÃO PRONUNCIADOS.

            O juiz Murilo Lemos Simão, da comarca de Marabá, pronunciou na data de ontem, os três acusados do assassinato de José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo Silva, crime ocorrido em 24 de maio de 2011, no interior do projeto de assentamento Praia Alta Piranheira, município de Nova Ipixuna no sudeste do Pará.
            Os acusados José Rodrigues Moreira, Lindonjonson Silva Rocha e Alberto Lopes do Nascimento foram pronunciados pela prática de homicídio triplicamente qualificado: motivo torpe (disputa pela posse de terra), meio cruel (uma das orelhas da vítima José Cláudio foi cortada pelos pistoleiros quando ainda estava vivo) e recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa das vítimas (crime praticado mediante emboscada). Se condenados pelo tribunal do júri os acusados poderão pegar pena máxima de até 60 anos de prisão cada. Caso a defesa dos acusados não recorra da decisão do Juiz, o júri popular poderá ocorrer ainda este ano.
            José Cláudio e Maria foram assassinados cerca de 6 km de sua casa quando trafegavam de moto em direção à cidade de Nova Ipixuna. Ao diminuírem a velocidade para passarem em uma ponte danificada foram surpreendidos por vários tiros disparados pelos pistoleiros Lindonjonson e Alberto. O casal morreu no local. Os pistoleiros agiram a mando de José Rodrigues, um médio fazendeiro que tinha comprado ilegalmente 144 hectares de terra no interior do Projeto de Assentamento, pelo valor de cem mil reais. José Rodrigues planejava transformar a área de floresta extrativista em uma fazenda de criação de gado de corte. Para isso, já tinha levado para o local 130 cabeças de gado.
            Na área adquirida ilegalmente por José Rodrigues já residiam três famílias que aguardavam serem assentadas pelo INCRA. Meses antes do assassinato do casal as famílias foram expulsas dos lotes através de uma ação ilegal de policiais de Nova Ipixuna e o próprio José Rodrigues. José Claudio e Maria, apoiaram a volta dos posseiros aos lotes e denunciaram a ação criminosa de José Rodrigues ao INCRA, polícia civil de Marabá e Ouvidoria Agrária. Percebendo o apoio do casal às famílias e tendo seus interesses contrariados José Rodrigues decidiu mandar matar o casal.
            O assassinato do casal teve grande repercussão nacional e internacional. Há mais de 20 anos que os dois desenvolviam um reconhecido trabalho de defesa da floresta existente no assentamento contra a ação criminosa de grileiros, madeireiros e carvoeiros. Por essa razão, nos últimos anos, vinham recebendo constantes ameaças de morte, sem que providências tenham sido tomadas por parte das autoridades federais e estaduais para protegê-los.
            As investigações tanto da polícia civil quanto da polícia federal foram insuficientes para chegar a todos os envolvidos no crime. De acordo com as investigações dois outros proprietários tiveram participação no crime mas não foram indiciados pela polícia.
            A situação de ameaças aos familiares de José Cláudio e Maria, que ainda residem no assentamento é grave. A professora Laisa, irmã de Maria do Espírito Santo e testemunha no processo, já recebeu várias ameaças e até o momento não tem proteção policial.
           Nos mais de 30 anos que a CPT monitora processos de assassinatos no campo no Pará, é o primeiro caso em que os acusados de crimes contra lideranças são pronunciados antes que completasse um ano do assassinato. Um prova de que a justiça pode ser célere, quando quer.
                                                           Marabá, 06 de março de 2012.

domingo, 4 de março de 2012

Urariano Mota: a Comissão da Verdade e os brasileiros - Portal Vermelho

Página Inicial
4 DE MARÇO DE 2012 - 9H06 - Por Urariano Mota*



A mais recente indisciplina de militares reformados contra a Comissão da Verdade, em manifesto onde tentam intimidar com as palavras "a aprovação da Comissão da Verdade foi um ato inconsequente, de revanchismo explícito e de afronta à Lei da Anistia com o beneplácito, inaceitável, do atual governo" acende na gente duas observações.






Na primeira delas, chama a atenção que se dirigem mais aos colegas de farda, na ativa, que aos de fora dos quartéis. O que vale dizer, os generais e coronéis reformados clamam por uma quartelada, por um novo golpe de “31 de março”, mais conhecido adiante por revolução de primeiro de abril.


Isso é claro porque em mais de um ponto escrevem – ou gritam, à sua maneira de escrever – que não reconhecem autoridade no atual Ministro da Defesa, nas Ministras de Direitos Humanos e de Política para as Mulheres. E, por extensão, desconhecem o poder legítimo da Presidenta Dilma.



Na segunda observação, notamos que eles - os amotinados no manifesto – fazem uma chamada geral, à Nação, aos colegas armados, gritam falar em nome de todos, mas falam em seus próprios, exclusivos e antigos interesses. A saber, quem assim reclama contra a Comissão da Verdade, teme a justiça e a punição por crimes e acobertamento de homicídios cometidos.



E não é preciso muito Sherlock Holmes para essa conclusão. Três dos assinantes são ex-torturadores reconhecidos por ex-presos políticos: os coronéis Carlos Alberto Brilhante Ustra, Pedro Moezia de Lima e Carlos Sergio Maia Mondaini.



Deste último, o ex-preso político e jornalista Ivan Seixas conta que “esse torturador, oficial médico psiquiatra, era conhecido na OBAN pelo vulgo de Doutor José. Entre outras proezas gozava nas calças ao ver as companheiras nuas se retorcendo com os choques elétricos aplicados por ele”. 



Daí podemos entender o tamanho da urgência desses militares reformados contra a volta do conhecimento da História em uma Comissão da Verdade. Invocam os nomes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica para melhor abrigo da pessoa criminosa. Mas todos sabemos, por delegação expressa do povo as forças armadas jamais abrigarão ou abrigariam o crime e a perversão. 



Ou viveríamos então em uma democracia sob tutela, onde os comandos militares fingem que não têm poder político, como se fossem pais benevolentes. Seriam crianças, ou incapazes, o poder civil, a República, a Presidenta, os Ministros, o Congresso, a Justiça? Quer esses amotinados desejem ou não, vem chegando a hora do esclarecimento e da recuperação histórica de homens e mulheres, que viveram em condições-limite. Personagens como estes voltarão:



“Odijas Carvalho de Souza (1945-1971)



Odijas foi levado para o Hospital da Polícia Militar de Pernambuco em estado de coma, morrendo dois dias depois, aos 25 anos... ‘No dia 30 de janeiro de 1971 fui acordado cedo por uma grande movimentação. Por volta das 7 horas, Odijas passou diante da cela, conduzido por policiais. 



Apesar da existência da porta de madeira isolando a sala do corredor, chegaram até nós os gritos de Odijas, os ruídos das pancadas e das perguntas cada vez mais histéricas dos torturadores. Durante esse período, Odijas foi trazido algumas vezes até o banheiro, colocado sob o chuveiro para em seguida retornar ao suplício. Em uma dessas vezes ele chegou até a minha cela e pediu-me uma calça emprestada, porque a parte posterior de suas coxas estava em carne viva. Os torturadores animalizados se excitavam ainda mais, redobrando os golpes exatamente ali”. 



Ou deste jornalista, intelectual, frágil de corpo e gigante de espírito:



“ – Teu nome completo é Mário Alves de Souza Vieira? - Vocês já sabem.



- Você é o secretário-geral do comitê central do PCBR?



- Vocês já sabem.



- Será que você vai dar uma de herói? ...



Horas de espancamentos com cassetetes de borracha, pau-de-arara, choques elétricos, afogamentos. Mário recusou dar a mínima informação e, naquela vivência da agonia, ainda extravasou o temperamento através de respostas desafiadoras e sarcásticas. Impotentes para quebrar a vontade de um homem de físico débil, os algozes o empalaram usando um cassetete de madeira com estrias de aço. A perfuração dos intestinos e, provavelmente, da úlcera duodenal, que suportava há anos, deve ter provocado hemorragia interna”.



Para essas vidas vem de longe um voz coletiva que se ouvirá: presente.



*Urarioano Mota é jornalista e escritor.


Fonte: Portal Vermelho:
Urariano Mota: a Comissão da Verdade e os brasileiros - Portal Vermelho
http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=176969&id_secao=6 

Militares reagem à punição de Dilma e clima piora - Política - Hoje em Dia


A decisão da presidente Dilma Rousseff de punir militares da reserva que criticaram ministras do governo por serem favoráveis à revogação da Lei da Anistia piorou o clima na caserna e aumentou o número de adesões ao manifesto Alerta à Nação - eles que venham, por aqui não passarão. Dilma tomou a decisão de puni-los depois que os militares a criticaram publicamente por não censurar as ministras Maria do Rosário (Direitos Humanos) e Eleonora Menicucci (Secretaria de Políticas para as Mulheres).

Inicialmente, o manifesto tinha 98 assinaturas. Na manhã da quinta-feira, após terem tomando conhecimento da decisão de puni-los, o número subiu para 235 e no início da tarde de hoje chegou a 386 adesões, entre eles 42 oficiais-generais, sendo dois deles ex-ministros do Superior Tribunal Militar.

A presidente já havia se irritado com o manifesto dos Clubes Militares, lançado às vésperas do carnaval, e depois retirado do site, e ficou mais irritada ainda com esse novo documento, no qual eles reiteram as críticas e ainda dizem não reconhecer a autoridade do ministro da Defesa, Celso Amorim, de intervir no Clube Militar.

A presença de ex-ministros do STM adiciona um ingrediente político à lista, não só pelo posto que ocuparam, mas também porque, como ex-integrantes da Corte Militar, eles têm pleno conhecimento de como seus pares julgam neste caso.

O Ministério da Defesa e os comandos militares ainda estão discutindo com que base legal os militares podem ser punidos. Várias reuniões foram convocadas nos últimos dias para discutir o assunto. Mas há divergências de como aplicar as punições.

Pontos de vista

A Defesa entende que houve "ofensa à autoridade da cadeia de comando", incluindo aí a presidente Dilma e o ministro. Para Amorim, os militares não estão emitindo opiniões na nota, mas sim atacando e criticando seus superiores hierárquicos, em um claro desrespeito ao Estatuto do Militar.

Só que, nos comandos, há diferentes pontos de vista sobre a Lei 7.524, de 17 de julho de 1986, assinada pelo ex-presidente José Sarney, que diz que os militares da reserva podem se manifestar politicamente e não estão sujeitos a reprimendas.

No artigo 1.º da lei está escrito que "respeitados os limites estabelecidos na lei civil, é facultado ao militar inativo, independentemente das disposições constantes dos Regulamentos Disciplinares das Forças Armadas, opinar livremente sobre assunto político, e externar pensamento e conceito ideológico, filosófico ou relativo à matéria pertinente ao interesse público".

Essa zona cinzenta entre as leis, de acordo com militares, poderá levar os comandantes a serem processados por danos morais e abuso de autoridade, quando aplicarem a punição de repreensão, determinada por Dilma. Nos comandos, há a preocupação, ainda, com o fato de que a lista de adeptos do manifesto só cresce, o que faria com que esse tema virasse uma bola da neve.

Há quem ache que o assunto precisasse ser resolvido de uma outra forma, a partir de uma conversa da presidente com os militares, para que fosse costurada uma saída política. O Planalto, no entanto, descarta essa possibilidade. Até agora nenhum militar da ativa assinou o documento. Se isso ocorrer, a punição será imediata e poderá chegar a detenção do "insubordinado". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



Tirado de:
Militares reagem à punição de Dilma e clima piora - Política - Hoje em Dia
ttp://www.hojeemdia.com.br/noticias/politica/militares-reagem-a-punic-o-de-dilma-e-clima-piora-1.414528#.T1PMFSU7ec2


Poderá ler mais sobre o assunto:
  1. Ex-torturadores enraivecidos clamam contra o governo Dilma e a Comissão da Verdade - Pragmatismo Político
  2. Os Senhores das Armas: …’Que venham, por aqui não passarão’ | Jornal Correio do Brasil
  3. Saudosistas da ditadura não passarão
  4. Altamiro Borges: Samba atravessado da escola de pijama
  5. Tijolaço – O Blog do Brizola Neto » General, a verdade só machuca quem mente
  6. Por que os torturadores de Dilma escondem os rostos na foto que se tornou emblema? - Pragmatismo Político
  7. CRABASTOS BRASIL: OS TOTALITÁRIOS CONTRA-ATACAM
  8. CRABASTOS BRASIL: PRISÃO DE REPRESSOR ARGENTINO PODE ABASTECER COMISSÃO DA VERDADE
  9. CRABASTOS BRASIL: Carta Maior - Internacional - Justiça argentina pedirá a Interpol prisão de ex-repressor
  10. FIQUEI MUITO FELIZ AO VER OS FARDADOS SUBMETIDOS À AUTORIDADE PRESIDENCIAL
  11. DILMA PAGA PRA VER E FAZ CLUBES MILITARES ENGOLIREM BLEFE
    ASSIM GRASNARAM OS CORVOS
  12. VIÚVAS DA DITADURA PLANTAM NOTÍCIA CONTRA MINISTRAS DE DILMA 
  13. Doutor Paulo: ex-delegado do DOPS faz revelações intragáveis e dispensa remorso
  14. Por que os torturadores de Dilma escondem os rostos na foto que se tornou emblema? - Pragmatismo Político
  15. Danilo Gentili: ‘Se Dilma foi presa e torturada, é porque foi idiota
  16. Vergonha: Brasil vira motivo de chacota por ser conivente com torturadores
  17. Ex-guerrilheiro mexe na ferida e revela documentos inéditos da ditadura militar na internet
  18. Brilhante Ustra: Torturador, sequestrador e agora colunista da Folha
  19. CRABASTOS BRASIL: PARANÁ LANÇARÁ FÓRUM DE ACOMPANHAMENTO DA COMISSÃO DA VERDADE
  20. CRABASTOS BRASIL: Comissão da Verdade de São Paulo vai priorizar os mortos e desaparecidos | Viomundo - O que você não vê na mídia
  21. Cantor Lobão exalta a ditadura militar e ataca Chico Buarque e Che Guevara



Bahia Notícias / Notícia / Quilombo Rio do Macaco é cercado pela Marinha - 04/03/2012

Mesmo acordado com o governo federal, a Marinha do Brasil cerca neste domingo 04/03 o Quilombo Rio do Macaco para reintegração de posse. Nesta comunidade os quilombolas residem há mais de 100 anos e fica situada próximo ao bairro de São Tomé de Paripe.
Agora viaturas da PM, caminhões da Marinha e tratores cercam o lugar.


Quilombo Rio do Macaco é cercado pela Marinha



Foto: Vilma Reis | Registro da movimentação feito na manhã deste domingo


Direto de 

Uma operação que envolve caminhões da Marinha, viaturas da Polícia Militar e tratores faz um cerco à comunidade quilombola Rio do Macaco, próximo ao bairro de São Tomé de Paripe, no limite com o município de Simões Filho, em uma área que legalmente pertence às Forças Armadas. A Marinha havia pedido a reintegração de posse cujo prazo terminaria neste domingo (4), mas foi estendido após reunião entre as partes e o governo federal. Um email de autoria da socióloga Vilma Reis, presidente do Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra da Bahia (CDCN-BA), denuncia que a concentração em torno da região pode indicar uma possível quebra do acordo. No local, vivem cerca de 50 famílias que afirmam que vivem há mais de 100 anos no terreno. Confira abaixo o documentário de Josias Pires que denuncia o atual imbróglio:



Fonte link original:
Bahia Notícias / Notícia / Quilombo Rio do Macaco é cercado pela Marinha - 04/03/2012
http://www.bahianoticias.com.br/principal/noticia/112289-quilombo-rio-do-macaco-e-cercado-pela-marinha.htm



sábado, 3 de março de 2012

INSTITUTO NACIONAL DE FORMAÇÃO CAMPONÊS ADELINO RAMOS (INFCAR)



EM DEFESA DA JUSTIÇA, EM DEFESA DAS LUTAS SOCIAIS, E EM DEFESA DA REFORMA AGRÁRIA.


Baseado nos princípios de Adelino Ramos é que foi criado o INSTITUTO NACIONAL DE FORMAÇÃO CAMPONÊS ADELINO RAMOS (INFCAR), fundado em 27 de Julho de 2011 e constituído em 28 de Janeiro de 2012, é uma Organização de Sociedade Civil de Interesse Público – OSCIP, com personalidade jurídica de direito privado, sem fins lucrativos, e duração por tempo indeterminado, tendo como sede inicial o município de Osasco.

Este Instituto tem como finalidade dar continuidade a luta pela causa, atribuída a Adelino Ramos, conforme estabelecido em seu Parágrafo Único, que indica:

Parágrafo Único: exercerá suas atividades com base no seu Estatuto, na declaração Universal dos Direitos do Homem, na Lei 9.790/99 e demais legislações pertinentes, tendo como missão: “defender a cultura e identidade amazônicas, promovendo a integração entre o homem e a natureza e contribuir para a promoção humana através do desenvolvimento justo, solidário, democrático e participativo”, aprovado em resolução da Assembleia Geral.

Apesar de consideramos que Reforma Agrária deve ser um compromisso do governo Brasileiro, sabemos que sem a união dos Movimentos Sociais ela não ocorrerá de acordo com anseios da Classe Trabalhadora, principalmente dos Trabalhadores Rurais, pois infelizmente uma parte deste governo esta de mãos atadas a este Sistema Capitalista.

Além da Reforma Agrária e preocupação com o meio ambiente, deveremos estar atentos e participar nas lutas que reivindicam uma verdadeira Reforma Social, que passa por:
-  Educação e um Sistema de Saúde, Público, de Qualidade e Gratuito;
-  Reforma Urbana, para que todos os trabalhadores(as), tenham direito a uma moradia digna, contra a exploração acerbada da especulação Imobiliária;
-  Distribuição de Renda mais justa para a Classe Trabalhadora;
-  Entre outras, de interesse social.

Por isto consideramos que só com a união de todos os envolvidos nestas lutas é que ocorrerá a verdadeira transformação social que o nosso país necessita, e por este mesmo motivo o Instituto deverá permanecer apartidário, e inspirado nos ideais de Adelino Ramos, atuaremos pelas causas deste povo que tanto é massacrado.


Blog oficial do INFCAR
Blogs Colaboradores:
·         http://crabastos.blogspot.com/