quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

A INCRÍVEL “COINCIDÊNCIA”

Em minha percepção, muitos partidos de esquerda começaram a ruir quando Roberto Freire criou o PPS e quase detonou com o PCB. Na época defendia o "socialismo renovado", que tinha como bases o que estava acontecendo na União Soviética.

Este "socialismo renovado" era a versão tupiniquim da então Perestroika (do russo: перестройка, literalmente reconstrução ou reestruturação), que era uma das políticas introduzidas na União das Repúblicas Socialistas Soviéticas por Mikhail Gorbachev, em 1985.

A farsa: Gorbachev dizia que o sistema socialista, apesar de não precisar ser substituído, certamente necessitava de uma reforma, e isto seria levado a cabo pelo processo da Perestroika. Quando cito a farsa é porque estas ideias detonaram com a União Soviética... Na verdade suas ideias não passavam de um conluio que provavelmente teve a participação de Ronald Reagan, Margaret Hilda Thatcher e João Paulo II, para implantar o neoliberalismo em todo o Planeta.

A mídia nacional (PIG) por sua vez aproveitou, na época, a queda da URSS e praticamente ridicularizou todas as pessoas e Partidos que tinham como base o Comunismo e até mesmo o Socialismo. Chamando-os de “Arcaicos”, “Ultrapassados” e até mesmo de “Dinossauros”, conclamando: “o fim da guerra fria trará uma Nova Ordem Mundial”.

Por isto digo, e afirmo, temos que retornar as bases Partidárias e aos Estatutos originais que regem os Partidos de Esquerda, convoco, principalmente, a militância do PT e do PCdoB a participarem desta luta. Devemos retornar as bases de uma verdadeira reforma social com princípios no Marxismo-Leninismo. E tenho dito.

Abraços e Saudações Vermelhas!!!

Amigos, Companheiros e Camaradas!!!

A verdadeira revolução poderá ser iniciada na rede

A oportunidade de lançar uma ideia que eu já tinha tirada de comentários do Facebook – não necessariamente em ordem cronológica...

A verdadeira revolução social será iniciada pela rede, não só no Egito, Argélia, Tunísia, mas também em Nuestra América... Por isto há necessidade de criarmos a nossa própria rede urge...

Parece que não perceberam quem são os administradores destas redes sociais, que tem suas principais sedes nos EUA e seus criadores estão lá, apoiando muitas vezes a política deste país. Está na hora de nos reunirmos e criarmos a nossa própria rede social, de preferência com sede na América Latina. Tem até usuário se intitulando Webguerrillero utilizando um Blog administrado pelo Google.

Está mais que na hora de nos libertarmos. Também não me importo se o que estou escrevendo aqui vai ser censurado ou não, ou se o vão excluir o meu perfil por considerarem abuso, como tem feito com alguns... alguém tem que indicar e dar o alerta.

Urge a necessidade de criarmos uma Rede Social com sede na América Latina que tenha uma política voltada para a esquerda e que possa ser um caminho de discussão entre os simpatizantes do socialismo e do comunismo...

Quem tiver conhecimento suficiente em Linux até poderia ajudar como um dos criadores de uma nova e verdadeira rede social com interesses voltados principalmente para a América Latina - com a inclusão de alguns membros de partidos socialistas e comunista da Europa, principalmente do PCP e PCPE além da EsquerdaUnida da Galícia e da Federazione della Sinistra (Part. Comunista Italiano)... entre outros... Minha ideia seria a de criar uma nova rede social tipo Face - Orkut - Sônico - etc... Utilizando o Linux para podermos também nos livramos das amarras da Microsoft...

Problema que para isto é que emana certo tempo que nem todos têm, pois ou trabalham ou estudam ou fazem as duas coisas... mas a ideia foi lançada cabe a quem se interessar amadurece-la, para estudarmos as possibilidades...

As armas da revolução serão trocadas.... não há mais necessidade de balas de canhão, fuzil, metralhadora, a revolução se dará pela força da informação, pela força da conscientização, pela força da Web, por REVOLUCIOHACKERS que derrubarão sites e portais de governos inconvenientes e manipuladores, faremos a verdadeira (“re”)evolução social, a força jovem, mas não de idade e sim de ideias, do novo que irá derrubar as bases deste capitalismo arcaico que está enraizado em princípios que vem se eternizando desde os tempos do feudalismo...

América Latina, África e parte de Ásia não mais serão os vassalos, não mais se submeterão as vontades do Clube Bilderberg.

Utilizaremos o “re” de revolução no sentido de “re”-evoluir, ou seja, evoluir para melhor, e não o re, no sentido da marcha ré, que seria andar para trás...
A internet também é isto, trocas de informações talvez até o berço da verdadeira democracia, do verdadeiro socialismo ou comunismo, talvez até o embrião que concebe aquilo que ainda é utopia que dependendo de nós, de nossa força, de nossa conscientização poderá até ser um dia real...

Por isto urge há necessidade de criarmos uma rede social com sede na América Latina que tenha uma política voltada para o social e que também possa ser um caminho de discussão entre os simpatizantes do socialismo do comunismo e afins...

Abraços e Saudações Vermelhas!!!

Amigos, Companheiros e Camaradas!!!

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

SEMANA DA ARTE MODERNA - FEVEREIRO DE 22

SEMANA DA ARTE MODERNA
FEVEREIRO DE 1922

A semana da Arte Moderna na verdade foi realizada entre os dias 11 a 18 de fevereiro de 1922, tendo os seus principais acontecimentos nos dias 13, 15 e 17 daquele ano, conferências, recitais de música, declamações de poesia e exposição de quadros, realizados no Teatro Municipal de São Paulo, apresentam ao público as novas tendências das artes do país. Seus idealizadores rejeitam a arte do século XIX e as influências estrangeiras do passado. Defendem a assimilação das tendências estéticas internacionais para mesclá-las com a cultura nacional, originando uma arte vinculada à realidade brasileira.
Foi ela quem constituiu o marco inicial do modernismo no Brasil, mostrando-se afinada com a nova linguagem das correntes estéticas do começo do século. Esse movimento foi polêmico, pois rompeu com linhas artísticas, literárias e musicais existentes no Brasil que sofriam grande influência da Europa. As produções passaram a ter a alma e o espírito brasileiro autêntico, caracterizando fatos reais do país, sendo o seu ponto culminante a reflexão de toda essa ruptura entre o velho e o novo, o antigo e o moderno.

A corrosão da arte acadêmica brasileira era acompanhada pela intensificação das greves operárias contra a carestia, à fundação do Partido Comunista do Brasil, à criação da Coluna Prestes e o crescimento do Tenentismo, gestando-se com esses e outros fatos a Revolução de 30, numa tentativa de reestruturar a sociedade brasileira em busca de uma nova saída política.

Todos esses, e outros, fatores contribuíram inegavelmente para o triunfo da Revolução de outubro de 1930, mas também devemos observar que igualmente relevante, (tanto para o modernismo como para a Revolução) foi à queda da Bolsa de Nova York, em 1929, desestabilizando totalmente o preço do café brasileiro, que era o principal produto da balança de exportação, nessa mesma data. Tal fato atinge, profundamente, no Brasil, o grupo dirigente desestruturando as velhas oligarquias e abrindo espaço para o novo – as pessoas aclamavam por mudanças o que acabou por dar legitimidade à arte e à literatura modernas.
O principal veículo das ideias modernistas é a revista Klaxon, lançada em maio de 1922.
O grupo modernista que agitou os meios artísticos era composto de vários intelectuais do Rio de Janeiro e de São Paulo, como os escritores Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Menotti del Picchia; os pintores Di Cavalcanti, Anita Malfatti e Vicente do Rêgo Monteiro; o escultor Victor Brecheret; e os músicos Villa-Lobos e Guiomar Novaes, entre outros. Famosos ou em busca de fama, a estética nova e as ideias de vanguarda que apresentaram dividiram o público e a crítica.
A semana de 22 foi aberta com a conferência “A Emoção Estética na Arte Moderna”, de Graça Aranha, que atacava o conservadorismo e o academicismo da arte brasileira. Seguida da execução de peças do maestro e compositor Villa-Lobos e a pianista Guiomar Novaes e a declamação do poema "Os Sapos" de Manuel Bandeira, que ridicularizava o Parnasianismo. Seguiram-se também leituras de poemas de Manuel Bandeira onde apresentou o seu ensaio “A Escrava que não Era Isaura” na escadaria do teatro.
A Semana de Arte Moderna provocou gritos e vaias aos modernistas, assustando a burguesia, as ideias trazidas pelos artistas e intelectuais não foram recebidas com tranquilidade. As ousadias dos modernistas inquietaram e irritaram muito o público. Todo esse clima marcou a ruptura com o tradicionalismo. A arte apresentada estava em consonância com os estilos de vanguarda, estabelecendo, definitivamente, o início do movimento modernista no Brasil.
A partir da Semana de 22 surgem vários grupos e movimentos, radicalizando ou opondo-se a seus princípios básicos. O escritor Oswald de Andrade e a artista plástica Tarsila do Amaral lançam em 1925 o Manifesto da Poesia Pau-Brasil, que enfatiza a necessidade de criar uma arte baseada nas características do povo brasileiro, com absorção crítica da modernidade europeia. Em 1928 levam ao extremo essas ideias com o Manifesto Antropofágico, que propõe "devorar" influências estrangeiras para impor o caráter brasileiro à arte e à literatura. Por outro caminho, mais conservador, segue o grupo da Anta, liderado pelo escritor Menotti del Picchia (1892-1988) e pelo poeta Cassiano Ricardo (1895-1974). Em um movimento chamado de verde-amarelismo, fecham-se às vanguardas europeias e aderem a ideias políticas que prenunciam o integralismo, versão brasileira do fascismo. A ação integralista brasileira defende a criação, no Brasil de um estado integral, ou seja, uma ditadura nacionalista, com um único partido no poder e tendo como seu principal líder Plínio Salgado.
Assim pode-se concluir que as duas primeiras décadas do século XX foram marcadas pela crise do capitalismo e o nascimento da democracia de massas. A revolução socialista ameaçou a burguesia e esta, tomou consciência deste risco. O progresso materializado, nas invenções do telégrafo, automóvel, lâmpada, cinema, avião e telefone, geraram uma euforia – consequência da revolução científica experimentada naquele momento – que influenciaram em muito os movimentos modernistas, no Brasil e no mundo.
Esta euforia, no entanto, durou pouco. A desconfiança nos sistemas políticos, sociais e filosóficos vigentes, levaram a sociedade a questionar os valores de seu tempo. Conhecido como os: "anos loucos", esse período é marcado, principalmente, pela ânsia de viver freneticamente, fruto da incerteza lançada pela guerra quanto à possibilidade de paz.
Consequências positivas houvera, como por exemplo: por um breve lapso de tempo, teve-se a impressão de que a meta de fortalecimento da democracia talvez tivesse sido atingida; a liberdade para as mulheres que foram emancipadas e ganharam o direito ao voto pelo menos em duas grandes nações. Porém de outro lado grande foi à desilusão – particularmente da classe média – quanto à postura cobiçosa dos políticos na definição do tratado de paz, traindo os princípios da causa internacional em prol dos objetivos nacionais.
No Brasil, a arte moderna ainda não foi estudada de forma completa e interdisciplinar, relacionando aspectos históricos, estéticos – caracterização dos materiais e técnicas – fazendo uso de recursos tecnológicos e computacionais – constituindo um amplo programa de pesquisa e documentação, com a possibilidade de acesso e uso cultural de um acervo artístico de valor inestimável e importância ímpar no panorama da arte brasileira.




MODERNISTAS

René Thiollier (1) Manuel Bandeira (2) Mário de Andrade (3) Manoel Vilaboin (4) Francesco Pettinati (5) Cândido Motta Filho (6) Paulo Prado (7) Não identificado (8) Graça Aranha (9) Afonso Schmidt (10) Goffredo da Silva Telles (11) Couto de Barros (12) Tácito de Almeida (13) Luís Aranha (14) Oswald de Andrade (15) Rubens Borba de Moraes (16)

Fonte: Arquivo Mário de Andrade do Instituto de Estudos Brasileiros – USP, reprodução, Cezar Coureiro, Arq. Rio Gráfica, Arq. Ed. Globo, Eduardo Queiroga, Arq. Ed. Globo.


REFERÊNCIAS

ARTE NO BRASIL. A revolução da arte moderna. São Paulo: Nova Cultural, n. 7, p. 193-220, 1986.
_____. A revolução da arte moderna (conclusão). São Paulo: Nova Cultural, n. 8, p. 221-248, 1986.
BANCO DE DADOS DA FOLHA ON LINE. Semana da arte moderna: o sarampo antropofágico. Disponível em: acesso em: 30 maio 2003.
CALABRIA, Carla P. B.; MARTINS, Raquel Valle. Arte, história & produção: arte ocidental. São Paulo: FTD, 1997. v. 2.
CUMMING, Robert. Para entender a arte. São Paulo: Ática, 1996.
MORAES, Eduardo Jardim. Estudos históricos. Rio de Janeiro: [s. n.], v. I, n. 2, 1988
NOSSO SÉCULO: Anos de crise e criação 2ª parte – 1910/1930. Abril, v. IV, 1985.
80 ANOS DO MODERNISMO: semana de arte moderna de 1922. Revista Época. Rio de Janeiro: Globo, 28 jan. 2002.
REVISTA ISTO É. Rio de Janeiro: Três, mar. 2003.

WEBSTER, M. Helena. (org.) Arte brasileira: 1913/1994. Porto Alegre: Rede arte escola, mar. 1998.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

El pueblo/The people/الشعب.wmv

As imagens e a música deste vídeo falam por si só sem a necessidade da interferência de um interlocutor...



EL PUEBLO QUIERE HACER CAER AL RÉGIMEN / THE PEOPLE WANT TO FALL TO THE REGIME / الشعب يُريد إسقاط النظام
EL PUEBLO QUIERE HACER CAER AL PRESIDENTE / THE PEOPLE WANT TO FALL TO THE PRESIDENT / الشعب يُريد إسقاط الرائيس
EL PUEBLO QUIERE JUZGAR AL PRESIDENTE / THE PEOPLE WANT TO JUDGE THE PRESIDENT / الشعب يُريد مُحاكمة الرائيس
EL PUEBLO QUIERE ARRANCAR AL PRESIDENTE / THE PEOPLE YOU WANT TO BOOT TO THE PRESIDENT/ الشعب يُريد خلع الرائيس

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Ex-aluna de Monica Serra escreverá livro sobre aborto e eleições - Portal Vermelho

Leia a notícia no Portal Vermelho.
Ex-aluna de Monica Serra escreverá livro sobre aborto e eleições - Portal Vermelho

Um político na lata do lixo da história

Tirado de: http://www.diretodaredacao.com/noticia/um-politico-na-lata-do-lixo-da-historia
Publicado originalmente em 23/01/2011 - republicado via Contr C + Contr V assim como o filho de um ex-prefeito (Governador) fez sua monografia...

Um político na lata do lixo da história

As mais recentes revelações do site WikiLeaks mostram uma faceta do ex-senador Heráclito Fortes (foto) que muitos já imaginavam existir. O ex-senador prefere negar, como outros indicados pela WikiLeaks o fizeram. Heráclito não tem coragem de admitir ter sugerido ao então embaixador estadunidense Clifford Sobel que o governo dos Estados Unidos estimulasse a produção de armas no Brasil para conter supostas ameaças de Venezuela, Irã e Rússia, como revelou o site WikiLeaks.
O povo do Piauí julgou este senhor nas urnas, impedindo que ele tivesse mais oito anos de mandato no Senado. Na verdade, o Piauí livrou-se de um político pernicioso aos interesses nacionais. Quando Heráclito Fortes tinha mandato, os meios de comunicação de mercado lhe proporcionavam grandes espaços, sobretudo ao criticar pontos positivos da política externa do governo Lula e o próprio Presidente da República. Portanto, o Brasil consciente agradece ao povo do Piauí por mandar este Heráclito Fortes para o lixo, de onde se espera nunca mais saia.
Tem políticos do Demo e do PSDB que continuam por aí seguindo a mesma linha de Fortes. As revelações do site WikiLeaks mostram também como são promíscuas as relações de alguns políticos brasileiros com diplomatas estadunidenses.
A patota do Heráclito Fortes e adjacências não vai gostar nada da informação segundo a qual o governo da Venezuela anunciou ter ampliado suas reservas petrolíferas para 297 bilhões de barris. Se o fato for mesmo confirmado pela OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), a República Bolivariana da Venezuela se transformará no país com a maior reserva de petróleo do mundo, maior até do que a Arábia Saudita, aliadíssima dos Estados Unidos.
Falando em mundo árabe, a Tunísia está dando um exemplo de como é fundamental a mobilização popular. O povo nas ruas tirou um ditador corrupto, Zine El Abidine Ben Ali, que fugiu exatamente para a Arábia Saudita, levando ouro e tudo mais para viver nababescamente.
Na área de imprensa, os jornalistas tunisinos estão fazendo uma revolução que deve servir de exemplo em muitas partes do mundo. Segundo o Le Monde, ao levarem a cabo a “Revolução do Jasmim”, os jornalistas estão assenhoreando-se da linha editorial nas redações, sem, por enquanto, exigir a saída de sua direção. Formam comitês de redação nos meios de comunicação do Estado, nos jornais privados vinculados ao antigo regime e até naqueles do ex-partido no poder, a União Constitucional Democrática, cuja dissolução as massas populares estão a exigir nas ruas. «Somos nós que vamos decidir doravante a linha editorial», garantiu o jornalista Faouzia Mezzi. O jornalista Taukif Ben Brik, ferrenho opositor do regime de Ben Ali, será candidato na eleição presidencial que deverá ocorrer dentro de seis meses.
Os donos do poder na Tunísia querem trocar o seis pelo meia dúzia, ou seja, que permaneça no poder o esquema anterior, apenas com a saída de Ben Ali. O povo e os jornalistas não aceitaram o jogo e almejam um novo país, sem esquemas corruptos e ditatoriais, do tipo que se subordina sem pestanejar aos ditames do mercado financeiro. O povo percebeu a manobra e segue nas ruas exigindo virar a página em definitivo.
Por aqui seguimos sob o impacto da tragédia na região serrana. Um esclarecimento, o que houve na região serrana não foi o evento natural com o maior número de mortos. O maior até agora ocorreu em 1967 na Serra das Araras, quando a encosta desabou matando entre 1.500 e 1700 pessoas, cujos corpos ficaram lá mesmo e não foram encontrados. Como naquele ano o país vivia em plena ditadura, muitas informações foram omitidas, mas não dá para esquecer o fato, como fizeram os jornalões e telejornalões de hoje.
E, para finalizar, vale assinalar que o município de São Lourenço segue sob a influência nefasta da Nestlé, que vem utilizando os poços de água mineral daquela cidade para fabricar água marca PureLife. Diversas organizações da cidade vêm combatendo a prática, por muitas razões.
Segundo informa a jornalista Carla Klein, para fabricar a PureLife, a Nestlé, sem estudos sérios de riscos à saúde, desmineraliza a água e acrescenta sais minerais de sua patente. E a desmineralização de água é proibida pela Constituição. Cientistas europeus afirmam que nesse processo a Nestlé desestabiliza a água e acrescenta sais minerais em larga escala as águas minerais naturais, o que pode ter reflexos em outras cidades vizinhas.
Tem mais: como na Europa a campanha contra a Nestlé se intensificou e conta com apoio de Igrejas que denunciam o que acontece em São Lourenço, o próprio presidente da empresa tinha cedido às pressões e prometeu o fim dos trabalhos na cidade mineira. Aí sabem o que fez o governo tucano de Aécio Neves logo após a promessa do chefão da Nestlé? Baixou portaria regulamentando a atividade da empresa em São Lourenço. Ou seja, permitiu que a empresa multinacional continuasse a fazer o que sempre fez na corrida pelo lucro em detrimento da população. E tudo isso acontece sob o silêncio da mídia de mercado, que tem a Nestlé como grande ($$$$) aliada.

Fonte Portal Direto da Redação em: http://www.diretodaredacao.com/ link da notícia: http://www.diretodaredacao.com/noticia/um-politico-na-lata-do-lixo-da-historia