quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Nosso Estado é realmente Laico?

Defendo um Estado Laico, que é o Estado sem religião, ou melhor, que não prega religião alguma, sendo que cada cidadão deve saber escolher o que é melhor para si.
Estou convicto de que durante muitos períodos da História as Religiões só enlearam o desenvolvimento tecnológico e científico, e com certeza estaríamos muito melhor sem a maioria delas.
Em nosso país (Brasil), a constituição prevê a liberdade de religião, sendo que Igreja e Estado estão oficialmente separados, mesmo que a legislação preveja que fica proibido qualquer tipo de discriminação religiosa, ainda assim a Igreja Católica Apostólica Romana recebe um tratamento diferenciado.

Segundo notícias de o Globo, publicada em 08/09/2009:
“O Senado aprovou ontem (07/09/2009) o acordo entre o Brasil e o Vaticano, reconhecendo o estatuto jurídico da Igreja Católica no país. Sem polêmicas nem divergências, senadores votaram simbolicamente a favor do projeto. O texto segue à promulgação”.
“A aprovação do acordo simboliza a aproximação do Estado com a Igreja, mas, na prática, pouco altera a relação entre o governo e a instituição. O acordo ratifica normas já cumpridas sobre ensino religioso, casamento e prestação de assistência espiritual em presídios e hospitais. No Congresso, o projeto foi alvo de críticas de parlamentares que questionaram o fim do Estado laico com a aprovação do acordo.”
Fonte: O Globo - Senado aprova acordo com o Vaticano, no sítio: http://oglobo.globo.com/economia/mat/2009/10/08/senado-aprova-acordo-com-vaticano-767959739.asp

Partindo dessa premissa aos quais muitos defendem que o Estado deveria seguir a princípios ordenados pelo Cristianismo, principalmente o da Igreja Católica, ocorreria que, se ensinássemos princípios cristãos, por exemplo, aos alunos das escolas públicas, ou mesmo se a gestão pública e o congresso estivessem orientados por princípios cristãos estaríamos indo contra a concepção de mundo de muitas famílias que não aderiram ao Cristianismo. No Brasil, além de cristãos, temos muitos que seguem ao Judaísmo, Budismo, Muçulmanismo, também há os Gnósticos, Agnósticos, Ateus, Teístas, Deístas entre outros. Também devemos considerar as diversas correntes espíritas.

Só para esclarecer:
Nem todas as correntes espíritas, assim como parte do Budismo, são consideradas religiões, mas sim uma filosofia de vida, podendo muitas vezes seguir o: teísmo, deísmo, gnosticismo, agnosticismo e até mesmo o ateísmo (por desconsiderarem a existência de um ser divino ou superior).
Teístas são todos os que acreditam em um ou mais deuses, ou seja, todos os que crêem em um Deus são teístas, mas não necessariamente cristãos. Difere do Deísmo por admitir uma revelação sobrenatural. Então, podemos dividir o Teísmo em: Monoteísmo, crença em um só Deus; - Politeísmo, crença em vários deuses; - e Henoteísmo: crença em vários deuses, mas com um supremo a todos.
Já o deísmo segue uma doutrina que considera a razão como uma via capaz de nos assegurar da existência de Deus, desconsiderando, para tal fim, a prática de alguma religião denominacional. A sua origem está ligada aos antigos filósofos gregos, e sobretudo a filosofia aristotélica da primeira causa. Durante o iluminismo este movimento cresce tendo o apoio de cientistas britânicos e italianos como Galileu Galilei e Isaac Newton.
Quanto ao Gnosticismo, pode ser interpretado como a Doutrina ou sistema de pensamento filosófico religioso fundado sobre uma revelação interior que leva ao conhecimento metafísico. É a antítese do Agnosticismo.
Agnosticismo, já é uma questão muito mais complexa do que normalmente é apresentada, em termos gerais entende-se que é a Doutrina que considera que o Absoluto é inacessível ao espírito humano e que preconiza a recusa de toda solução aos problemas Metafísicos.
Existe uma explicação bastante razoável para o Agnosticismo na Wikipédia, segundo esta Enciclopédia Virtual, Agnosticismo pode ser dividido em vários Grupos:
A principal divisão interna do agnosticismo reside entre o Agnosticismo Teísta e o Agnosticismo Ateísta. Diferenciam entre si nos termos dos pressupostos para os quais ambos tendem, os teístas partem do pressuposto que existe um Deus, Deuses ou Divindades, os ateístas do princípio que tal é de todo inexistente, embora ambos os grupos assumam que faltam provas que comprovem um ou outro lado.
São igualmente considerados os seguintes grupos:
Agnosticismo Estrito - (também chamado de agnosticismo forte, agnosticismo positivo, agnosticismo convicto ou agnosticismo absoluto) a idéia de que a compreensão ou conhecimento sobre deuses ou o sobrenatural se encontra totalmente fora das possibilidades humanas e que jamais tal será possível. Um Agnóstico Estrito diria "Eu não sei e você também não".
Agnosticismo Empírico (também chamado agnosticismo suave, agnosticismo aberto ou agnosticismo fraco) — A idéia de que a compreensão e conhecimento do divino ou sobrenatural não é até ao momento possível mas que se aparecerem novas evidências e provas sobre o assunto tal é uma possibilidade. Um Agnóstico Empírico diria "Eu não sei. Você sabe?".
Agnosticismo Apático - a idéia de que, apesar da impossibilidade de provar a existência ou inexistência de deuses ou do sobrenatural, estes a existir não teriam qualquer influência negativa ou positiva na vida das pessoas, na Terra ou no Universo em geral. Um Agnóstico Apático diria "Eu não sei, mas também para que é que isso interessa?".
Ignosticismo - embora se questione a compatibilidade deste grupo com o agnosticismo ou ateísmo há quem o considere como um grupo agnóstico. Esse grupo baseia-se no fato de que primeiramente é preciso definir Deus, para apenas posteriormente discutir sua existência. Para cada definição de Deus, pode haver uma discussão diferente e diferentes grupos de ateus, teístas e agnósticos referentes àquela definição particular. Um Ignóstico diria "Não sei. O que considera "Deus"?".
Agnosticismo Modelar — A idéia de que questões metafísicas e filosóficas não podem ser verificadas nem validadas, mas que um modelo maleável pode ser criado com base no pensamento racional. Esta vertente agnóstica não se dedica à questão da existência ou não de divindades. Um Agnóstico Modelar diria "Eu não sei. Mas podemos criar um".
O agnosticismo não avança sem o conhecimento mas Deus é por fé e não só por conhecimento.
A relação entre a postura agnóstica e a crença (ou não) em algum deus é quem vai determinar se o agnosticismo é teísta, deísta ou ateísta.
Um agnóstico pode crer apenas por fé em algum deus ou deuses, ao mesmo tempo em que admite não ter conhecimento sobre a existência do(s) mesmo(s), podendo ser teísta se acreditar nos conceitos de deuses como descritos por alguma religião, ou deísta se for algo diferente desses moldes. Contrariamente ao agnóstico teísta, o agnóstico ateísta é alguém que assume não ter conhecimento da existência de deuses e não tem fé na existência de qualquer um.
No agnosticismo, postula-se que a compreensão dos problemas metafísicos, como a existência de Deus, é inacessível ou incognoscível ao entendimento humano na medida em que ultrapassam o método empírico de comprovação científica. Assim, o conhecimento da existência de Deus é considerado impossível tanto para agnósticos teístas ou ateístas.
Fonte Wikipédia no sítio: http://pt.wikipedia.org/wiki/Agnosticismo

Quanto ao Ateísmo também não pode ser explicado como simplesmente a descrença total de um ou mais Deuses. O ateísmo teórico produz teorias filosóficas sobre a ausência de Deus, a realidade do universo e da vida na Terra, sem intervenção divina. É baseado em elementos da filosofia, para o definir um horizonte teórico de ateísmo conceitual, em vez de políticos, éticos ou sociológicas. Dois são os elementos conceituais, sendo eles: a teórica impossibilidade da existência de Deus; e a formulação de uma filosofia ateísta. Na perspectiva teórica do ateísmo o objetivo não é combater a religião, mas a ideia filosófica do divino em todas as suas expressões (metafísica).
Apesar do termo ateísmo ter se originado na França do século XVI, as ideias que são hoje reconhecidas como ateístas são documentadas desde a antiguidade clássica e o período védico.
Podemos também encontrar boas definições sobre ateísmo na Wikipédia:
Em termos gerais, o ateu é visto como alguém que aspira à objetividade e que recusa qualquer dogma. Muitos são céticos. Recusam-se a acreditar em algo por meio da fé, essencialmente e assumidamente irracional. A mesma fé que, sendo o sustentáculo das crenças de grande parte dos teístas, não o é obrigatoriamente: as idéias teístas nem sempre dependem dela. Muitos ateus consideram que a concepção mais frequente de divindade, tal como é apresentada pela maioria das religiões, é essencialmente autocontraditória, sendo logicamente impossível a sua existência. Outros ateus também podem ser levados a rejeitar a ideia de um deus por estar em desacordo com sua ideologia.
Alguns dos que poderiam ser chamados ateus não se identificam com o termo, preferindo ser chamados de agnósticos, ou seja, ainda que deixem aberta essa possibilidade, não afirmam nem negam a existência de qualquer entidade divina, de modo que não orientam a sua vida ou suas escolhas com base no pressuposto na existência de potências sobrenaturais. Nesse caso, o agnosticismo identificar-se-ia com o "ateísmo fraco". Para muitos, o verdadeiro ateu não aceitaria nenhuma das posições acima, sendo que julga a inexistência de deuses pela impossibilidade física ou lógica dos mesmos. Não abre chance a possibilidades, pois já estaria provada pela natureza em si sua posição. Essa corrente é a também chamada de "ateísmo forte". Em última instância, há vários tipos de ateus e muitas justificativas filosóficas possíveis para o ateísmo.
Escolas ateístas são encontradas, também no hinduísmo, que é por outro lado uma religião muito teísta. A completamente materialista e anti-teísta escola filosófica Cārvāka que se originou na Índia em torno do século VI a.C. provavelmente é a escola mais explicitamente ateísta de filosofia na Índia. Este ramo da filosofia indiana é classificado como um sistema heterodoxo e não é considerado parte das seis escolas ortodoxas do hinduísmo, mas é notável como evidência de um movimento materialista dentro do hinduísmo. Chatterjee e Datta explicam que a nossa compreensão da filosofia Cārvāka é fragmentária, baseada principalmente na crítica das ideias por outras escolas, e que não é uma tradição viva:
Apesar de que o materialismo de alguma forma ou de outra sempre esteve presente na Índia, e referências ocasionais sejam encontradas nos Vedas, na literatura budista, nos épicos, bem como nas obras filosóficas posteriores, não encontramos nenhum trabalho sistemático sobre o materialismo, nem qualquer escola organizada de seguidores como as outras escolas filosóficas possuem. Mas quase todos os trabalhos das outras escolas mencionam, por refutação, os pontos de vista materialistas. Nosso conhecimento do materialismo indiano baseia-se sobretudo nesses trabalhos.
Outras filosofias indianas geralmente consideradas como ateístas incluem samkhya clássica e mimāṃsā. A rejeição de um Deus criador pessoal também é vista no jainismo e no budismo na Índia.
Fonte Wikipédia no sítio: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ate%C3%ADsmo

Indo mais além:

Para podermos compreender melhor estas questões, entrarei em principios filosóficos em que muitas estão fundamentadas, neste caso darei uma breve explicação sobre o materialismo, positivismo, dogmatísmo e dogma.

Materialismo – É a filosofia que prega que a única coisa da qual se pode afirmar a existência é a matéria; que, fundamentalmente, todas as coisas são compostas de matéria e todos os fenômenos são o resultado de interações materiais; que a matéria é a única substância. Como teoria, o materialismo pertence à classe da ontologia monista. Assim, é diferente de teorias ontológicas baseadas no dualismo ou pluralismo. O termo foi inventado em 1702 por Leibniz , e reivindicado pela primeira vez em 1748 por La Mettrie. Entretanto, em termos da origem das idéias, pode-se considerar que os primeiros filósofos materialistas, são alguns filósofos pré-socráticos: Demócrito, Leucipo, Epicuro, Lucrécio, os estóicos, que se opunham na questão da continuidade da matéria: os átomos evoluiriam no vácuo? O atomismo de Demócrito influenciou Platão em sua teoria (idealista) dos elementos (fogo, ar, água, terra, éter, identificados em sua forma atômica aos polígonos regulares, respectivamente : tetraedro, octaedro, icosaedro, cubo, dodecaedro).
Para o materialismo científico, o pensamento se relaciona a fatos puramente materiais (essencialmente mecânicos) ou constituem epifenômeno.
Na filosofia marxista, o materialismo dialético (ou materialismo marxista) é uma forma desta doutrina estabelecida por Karl Marx e Friedrich Engels que, introduzindo o processo dialético na matéria, admite, ao fim dos processos quantitativos, mudanças qualitativas ou de natureza, e daí a existência de uma consciência, que é produto da matéria, mas realmente distinta dos fenômenos de ordem material.
O materialismo histórico é uma tese do marxismo, segundo a qual o modo de produção da vida material determina, em última instância, o conjunto da vida social, política e espiritual. É um método de compreensão e análise da história, das lutas e das evoluções econômicas e políticas. Entre as ciências sociais e humanas muitos seguiram esta tese, que foi definida e utilizada, principalmente, por Karl Marx, Friedrich Engels, Rosa Luxemburgo e Lênin. Em Marx podemos ver referências ao materialismo histórico em suas obras O 18 brumário de Luis Bonaparte e O capital, já em Friedrich Engels no Socialismo utópico e socialismo científico.
O termo materialismo é também utilizado para designar a atitude ou o comportamento daqueles que se apegam aos bens, valores e prazeres materiais.
No campo artístico, o materialismo constitue uma tendência a dar às coisas uma representação realista e sensual.
Fonte Wikipédia no sítio: http://pt.wikipedia.org/wiki/Materialismo

Positivismo - Doutrina criada por Augusto Comte, segundo a qual toda atividade filosófica ou cientifica deve efetuar-se somente no quadro da análise dos fatos verificados pela experiência. O domínio das coisas em si é inacessível ao espírito humano, que deve renunciar a tudo de antemão, limitando-se a formular leis e relações entre os fenômenos observados. O positivismo foi considerado por Comte como a base e o fundamento metodológico de uma ciência social, a "física social" ou "sociologia". Mais tarde o positivismo foi por ele concebido como uma nova religião da humanidade.
Dogma - Ponto fundamental de uma doutrina filosófica ou religiosa considerada incontestável. Opinião dada como certa, inatingível e imposta como verdade indiscutível.
Dogmatismo - Atitude filosófica ou religiosa que, fundamentando-se em um dogma, rejeita categoricamente a contestação e a critica.

As considerações acima apresentadas procuram dar uma fundamentação teórica, com o objetivo de pensarmos no por que devemos separar o estado da crença pessoal de seus cidadãos, pois se vivemos em uma sociedade complexa, e teoricamente “livre”, não seria justo ao Estado tentar impor ou fazer prevalecer uma crença sobre a outra. Apesar disto, mesmo o Estado sendo considerado, teoricamente, laico pela constituição, ainda assim costumamos guardar os feriados religiosos, feriados estes que mais uma vez são impostos pela Igreja Católica Apostólica Romana.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Dilma supera desempenho de Lula e lidera em todos os estados

Reportagem realizada no Portal Vermelho, sobre o crescimento de Dilma em todos os estados brasileiro:


Dilma supera desempenho de Lula e lidera em todos os estados

Mantido o cenário atual da sucessão presidencial, Dilma Rousseff (PT) teria uma vitória mais ampla que a conquistada há quatro anos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Não apenas em quantidade e proporção de votos — mas também geograficamente.

De acordo com o Ibope, a candidata da coligação Para o Brasil Seguir Mudando lidera sozinha em 21 unidades da Federação e está tecnicamente empatada com José Serra (PSDB) nas outras seis. Não há nenhum estado em que o presidenciável tucano ostente uma liderança sobre Dilma acima da margem de erro.

No primeiro turno de 2006, Lula — que era candidato à reeleição — foi o mais votado em 16 estados, enquanto Geraldo Alckmin (PSDB) venceu em dez e no Distrito Federal. Lula obteve 48,6% dos votos válidos e precisou disputar o segundo turno. Dilma aparece, no fim de agosto, com 59% dos votos válidos, segundo o Ibope.

O mapa do desempenho dos candidatos a presidente nas unidades da Federação foi desenhado a partir da consolidação das mais recentes pesquisas estaduais do Ibope que foram divulgadas. Todas foram realizadas em agosto, mas em datas diferentes. A maior parte, depois do dia 20 de agosto.

Dilma supera Serra em quatro estados onde Alckmin bateu Lula em 2006: Rondônia, Roraima, Goiás e São Paulo. Além disso, também ganha do tucano no Distrito Federal.

Os seis lugares onde a petista e o tucano estão tecnicamente empatados são todos estados onde Lula teve menos votos que o adversário no primeiro turno de quatro anos atrás: Acre, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Como Lula em 2006, Dilma lidera em todo o Nordeste. Mas a intensidade atual da liderança da petista é maior do que a vantagem obtida por Lula em 2006 em quase todos os estados nordestinos, com exceção do Ceará. Mas a pesquisa cearense é mais antiga que a dos outros estados — foi concluída em 1.º de agosto.

Em Alagoas, por exemplo, Lula teve 47% dos votos válidos no primeiro turno de 2006, enquanto Dilma aparece com 69% dos votos válidos no Ibope. Em Sergipe ele teve 47% e ela, 65%.

Virada no Norte, empate técnico do Sul

Tanta vantagem em tantos estados é o principal motivo de uma possível vitória de Dilma ainda no primeiro turno. Nas 20 unidades da Federação onde tem maioria absoluta dos votos válidos, a candidata abre uma diferença de 18 pontos porcentuais sobre a soma de Serra e Marina Silva (PV).

Se incluirmos São Paulo na conta — a 21ª unidade da Federação onde Dilma bate Serra —, a diferença cai para 17 pontos. Tudo porque ela lidera entre os paulistas, mas sem maioria absoluta (tem 48% dos votos válidos). Como a diferença é menor, ou mesmo negativa, nos outros seis estados, a vantagem nacional de Dilma cai para 9 pontos porcentuais.

A mais recente rodada de pesquisas do Ibope na Região Norte mostra que Dilma ampliou sua vantagem nos estados da região. Ela virou em Rondônia e Roraima, além de ter aumentado sua diferença no Amazonas — onde tem o melhor desempenho em todo o país: 78% dos votos válidos. Foi lá também que Lula teve sua vitória mais ampla em 2006.

Boa parte do crescimento da petista no Norte se deu à custa de eleitores que antes declaravam voto em Marina Silva, originária da região. No Acre, por exemplo, a disputa mudou de um empate técnico entre a candidata do PV e Serra, para um empate entre Dilma e o tucano.

Com exceção do Acre, os estados onde há empate técnico entre Dilma e Serra ou são do Sul do país ou sofreram forte influência imigratória dessa região, como são os casos de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Dilma diminuiu a vantagem de Serra nesses estados e chegou ao empate — o que dificulta ainda mais a tarefa do tucano de manter um reduto eleitoral que possa lhe garantir levar a eleição para o segundo turno.

Da Redação de www.vermelho.org.br, com informações de O Estado de S.Paulo, no endereço:

http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=136200&id_secao=1

domingo, 15 de agosto de 2010

Serra defende a contrução de Metrô - Então porque não fez?

Serra defende a construção de Metrô, sendo que este tipo de transporte já está sendo considerado ultrapassado por muitos países da Europa, por ser considerada uma obra muito dispendiosa e que demanda muito tempo...
Mas continuando, se defende então porque não fez? Enquanto governador, Serra construiu apenas 0,55 km/ano, ou seja, em dois anos de Governo construiu apenas 1,1 km, sendo uma das menores médias dos últimos 40 anos (conf. informações abaixo)

Informações tiradas do sítio da TGVBR – Ferrovias Brasil – sob o título de: Médias de construção do metrô de SP ao longo dos anos no endereço: http://www.tgvbr.protrem.org/phpBB3/viewtopic.php?f=24&t=1557&start=0&sid=eb287dc0d2d3c53f92558591d87e75fd



Metrô de São Paulo: 40 anos desde o início da construção da Linha 1,63 km atuais, média histórica de 1,575 km /ano entregues

Relação governos Estaduais x Entrega de Metrô

Roberto Abreu Sodré (67-71) : Linha 1 em construção
Laudo Natel (03/71-03/75) : Linha 1 Jabaquara-Santana- 16,7 km
Paulo Egydio (03/75-03/79) : Estação Sé + Sé-Brás (3) – 1,8 km
Paulo Maluf ( 03/79 -05/82) :Brás-Tatuapé + Sé-República (3) – 5,4 km
Jose Maria Marin (vice: 05/82-03/83):Estações Anhangabaú e Santa Cecília(3) – 0,8 km
André Franco Montoro ( 03/83-03/87): Tatuapé-Penha (3) – 3,6 km
Orestes Quércia ( 03/87 – 03/91): Penha –Itaquera (3) + Paraíso-Consolação (2) – 13,4 km
Luiz Antonio Fleury (03/91-01/95) : Estações Clínicas e Ana Rosa (2) -1,7 km
Mario Covas ( 01/95 – 03/2001) : Santana-Tucuruvi(1) + Sumaré-V.Madalena(2) – 5,8 km
Geraldo Alckmin (vice 03/2001 – 03/06) : Capão-Largo 13 ( 5) + AnaRosa-Imigrantes(2) 10, 5 km Claudio Lembo ( vice 03/2006- 01/2007) : Estação C.Klabin (2)
Jose Serra (01/07) : Alto do Ipiranga – 1,1 km

Média por governadores:
Roberto Abreu Sodré + Laudo Natel – 16,7 km / 8 anos – 2,08 km/ano
Paulo Egydio – 1,8 km / 4 anos – 0,45 km/ano
Paulo Maluf +Jose Maria Marin – 6,2 km/ 4anos – 1,55 km/ano
Franco Montoro – 3,6 km/ 4 anos – 0,9 km
Orestes Quércia – 13,4 km/ 4 anos – 3,35 km/ano
Fleury – 1,7 km/ 4 anos – 0,42 km/ano
Covas – 5,8 km/ 6 anos – 0,97 km/ano
Alckimin – 10,5 km/ 6anos – 1,75 km/ano
Jose Serra – 1,1 km /2 anos – 0,55 km/ano

Média por partido/período de governo
Governadores indiretos/indicados ( 67-83) : 24,7 km/ 16 anos – 1,54 km/ano
Governadores PMDB ( 1983-1995) :18,7 km/12 anos – 1,56 km/ano
Governadores PSDB (1995-até hoje) : 19,6/14 anos – 1,4 km/ano

Apesar de ter sido o campeão em trechos entregues, devemos lembrar que o Gov. Quércia teve uma facilitação - construiu a linha 3 praticamente em superfície total à exceção da estação de Marechal Deodoro. Porém, quando se relaciona ao período em que o PMDB governou SP, no geral, mantém-se a média histórica de 1,5 km/ano.

domingo, 25 de julho de 2010

Parte intercalada do livro O Mundo segundo a Monsanto

Parte intercalada do livro O Mundo segundo a Monsanto. 19/07/2010. Fonte: Agência REBIA de notícias-RJ. fragmentos ´Presente em 46 países, a Monsanto ...
www.cib.org.br/midia.php?ID=55718&data=20100719

Presente em 46 países, a Monsanto tornou-se líder mundial dos transgênicos, mas também uma das empresas mais controvérsias da história industrial com produtos como PCB (piraleno), herbicidas devastadores (como o agente laranja utilizado durante a Guerra do Vietnã) ou o hormônio do crescimento bovino (proibido na Europa), são partes inquietantes - junto com os dados abaixo - dos trabalhos jornalísticos investigativos de Marte-Monique Robin, em seu livro: ´O Mundo Segundo a Monsanto´. ´Desde sua criação, em 1901, ela vem acumulando processos em razão da toxidade de seus produtos, embora apresente-se hoje como uma empresa das “ciências da vida”, convertida às virtudes do desenvolvimento sustentável. Comercializando sementes transgênicas, a Monsanto pretende ampliar os limites dos ecossistemas para o bem da humanidade. Qual é seu real interesse? Quais são os objetivos dessa empresa que, depois de negligenciar por muito tempo os impactos ecológicos e humanos de suas atividades, de repente se interessa pelo problema da fome no mundo a ponto de assumir ares de organização humanitária? Apoiando-se em documentos inéditos, testemunhos de vítimas, de cientistas e de políticos o livro de Marie-Monique reconstitui a gênese de um império industrial que, por meio de uma enorme quantidade de relatórios mentirosos, concluídos com o governo norte-americano, pressões e tentativas de corrupção, se tornou a principal produtora de sementes do mundo. O livro revela, ainda, o papel desempenhado pela Monsanto na formidável manobra que permitiu a expansão das culturas transgênicas em escala planetária sem nenhum controle sério dos seus efeitos sobre a natureza e saúde humana´. 100 milhões de hectares de Organismos Geneticamente Modificados (OGM): Estados Unidos (54,6 milhões), Argentina (18 milhões), Brasil (11,5 milhões), Canadá (7,1 milhões), Índia (3,8 milhões), China (3,5 milhões), Paraguai (2 milhões), África (1,4 milhões). 500 mil páginas de documentos secretos: de acordo com um jurista da sociedade, uma “montanha de documentos” havia sido guardada em uma biblioteca de uma empresa que prestava consultoria à Monsanto, em Nova York. Eram 500 mil páginas que, como que por acaso, desapareceram dos escritórios de St. Louis. O advogado Donald Stewart, que movia céus e terra para colocar as mãos em documentos da empresa de St.Louis, que provaria que ela estava ciente da toxicidade dos PCBs, pediu para consultar os documentos, mas lhe responderam que estes eram inacessíveis porque estavam protegidos por aquilo que nos Estados Unidos é chamado de Work product doctrine (doutrina do produto do trabalho do advogado): instituída em 1947, essa especificidade do direito civil norte-americano permite que um advogado coloque sob embargo documentos até a abertura do processo, para evitar fornecer munição à parte adversária. Stewart dirigiu-se, então, ao juiz Joel Laird, do tribunal de Calhoun Country que instruiu a disputa ´Abernathy vs. Monsanto´; em uma decisão capital, este ordenou que a Monsanto abrisse seus arquivos internos. A Monsanto sabia e não disse nada A ´montanha de documentos´ está disponível há algum tempo no site do Environmental Working Group, uma organização não governamental especializada na proteção do meio ambiente e dirigida por Ken Cook, que me recebeu em julho de 2006, em seu escritório de Washington. Antes de encontrá-lo, mergulhei literalmente, noites inteiras, nessa massa de memorandos, cartas e relatórios redigidos durante décadas por representanates da empresa de St. Louis, com uma meticulosidade e uma frieza kafkianas. À bem da verdade, há algo que nunca entendi direito e que sempre me incomodou durante toda a investigação: como seres humanos como eu podem, conscientemente, correr risco de envenenar os clientes e o meio ambiente, sem pensar um instante sequer que eles mesmos, os seus filhos, podem ser vítimas da sua negligência (para empregar um termo comedido)? Não falo de ética nem de moral, conceitos abstratos e estranhos à lógica capitalista. Penso simplesmente no instinto? ´Uma empresa como a Monsanto é um mundo à parte´, me explica Ken Cook, que confessou ter se inquietado com as mesmas questões. ´A busca do lucro a qualquer preço anestesia os espíritos na direção de um único objetivo: ganhar dinheiro.´ E exibiu um documento que, para ele, resumiu sozinho esse modo de funcionamento. Intitulado ´Pollution Letter´, era datado de 16 de fevereiro de 1970. Ridigido por um certo N.Y.Johnson, que trabalhava na sede de st. Louis, esse memorando interno era endereçado aos vendedores da empresa para lhes explicar como responder a seus clientes, alertados pelas primeiras informações públicas sobre a periculosidade potencial dos PCBs: ´Vocês encontrarão anexa uma lista de perguntas e respostas que podem ser feitas pelos clientes que receberão a nossa carta a respeito do Aroclor e dos PCBs. Vocês podem responder oralmente, mas nunca respondam por escrito. Não podemos nos dar ao luxo de perder nem sequer um dólar em nossos negócios´. É absolutamente espantoso constatar que a Monsanto sabia que os PCBs representavam um grave risco à saúde, em 1937.
Mas a empresa agia como se não houvesse nada de errado, até a proibição definitiva dos produtos em 1997, data de fechamento da sua fábrica em Krummrich, na cidade de Sanget, no Estado de Illinois (o segundo local de produção de PCBs da Monsanto, situado no subúrbio a leste de St.Louis). Como as multinacionais controlam a comida no mundo. Por meio do diálogo com muitas pessoas, a Monsanto tomou consciência de que a agricultura transgênica levanta questões morais e éticas que vão além da ciência. Essas questões incluem a liberdade de escolha, a democracia, a globalização, quem possui tecnologia e quem se beneficia dela.´Monsanto, The Pledge 2005, p.32. O único objetivo da segunda revolução verde é aumentar os lucros da Monsanto´ ´Não digo que a revolução verde não tenha começado com boas intenções, a saber, aumentar a produção alimentar nos países do terceiro mundo´, me explicou Vandana Shiva, ´mas os efeitos perversos do modelo agrícola industrial que a sustenta tiveram consequências ambientais e sociais dramáticas, em particular para os pequenos camponeses.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Assistam a este vídeo!!!

Vídeo postado e editado por mim em meu canal do YouTube, que agora também coloco a disposição em meu Bloger. Música garotos podres!!!

Sátira mostrando que não tivemos sorte com Fernandos em nosso País...







Abaixo segue a letra da música...

Fernandinho Viadinho
Garotos Podres


Quando ele era pequeno,
Era o maior bicha
Do colégio interno,
Mas quando ele cresceu
Resolveu tomar a linha!
Aprendendo karatê,
Pra bater nas menininhas!

Fernandinho Viadinho!

Das festas de embalo
Do baixo Leblon
As orgias em Brasília
Agora só passa a mão
Na poupança das velhinhas!

Eu ando a pé,
Ele de jet-ski
Ele se diz
Um cidadão respeitável,
Até se casou
Com uma boneca inflável

Esta é uma história fictícia,
Qualquer semelhança
Com pessoas vivas ou mortas,
É mera coincidência
Espero que pra ninguém,
Vista a carapuça

Minha gente, não me deixem só,
Eu sei que vocês me amam,
Eu sei que tenho aquilo roxo!
Minha gente não chafurdem na lama
Não sejam impatrióticos
Minha gente não me deixem só!

A natureza política do caos na campanha de Serra!

Saiu no portal do Vermelho.org.br - em 3 de Julho de 2010 - 12h27 - no sítio http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=132629&id_secao=1 a seguinte notícia...

Do jeito que a coisa vai, a candidatura de José Serra (PSDB) à presidência da República não precisa de adversários. O fogo amigo, as indecisões e trapalhadas que se avolumaram nos últimos dias estão atingindo a fronteira do surreal. O episódio da escolha do vice na chapa de Serra já ingressou nas páginas do anedotário da política nacional.

Editorial da Carta Maior

Quem achava que já tinha visto tudo com as reações iradas de aliados de Serra contra a escolha de Álvaro Dias (PSDB-PR) deve ter ficado sem ar nesta quarta-feira com o anúncio de que o deputado paranaense não seria mais o candidato a vice, mas sim o deputado Índio da Costa (DEM-RJ). Quem? – foi uma pergunta muito repetida logo após o anúncio do nome. Logo começaram a surgir informações sobre o vice de Serra.

E, nova surpresa, as mais duras críticas vieram da vereadora Andréa Gouvêa Vieira (PSDB-RJ), que detonou a indicação do deputado do DEM para a chapa presidencial de Serra. Ex-colega de Índio da Costa na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, Andréa Gouvêa resumiu: escolheram um “ficha suja” para ser vice de Serra.

A vereadora foi relatora de uma CPI na Câmara do Rio que investigou irregularidades nos contratos de merenda escolar na cidade na época em que Índio ocupou a Secretaria de Administração (2001-2006). No relatório da CPI, Andréa Gouvêa apontou indícios de formação de cartel e de direcionamento de licitação e pediu a quebra do sigilo fiscal dos envolvidos ao Ministério Público Estadual. “O que eu penso do candidato Índio da Costa está refletido neste relatório da CPI. Houve direcionamento no resultado da merenda escolar. A conduta dele não é uma conduta de Ficha Limpa”.

Mas os problemas envolvendo a composição da chapa de José Serra não se resumem à biografia política do deputado Índio da Costa. A lambança ocorrida nos últimos dias foi mais um capítulo na acidentada trajetória do candidato que afirma ter se preparado a vida inteira para ser presidente da República.

A julgar pelos últimos acontecimentos envolvendo sua campanha, essa preparação parece estar repleta de lacunas. Não é só o fato de que Serra tenha declarado publicamente que desejava ter ao seu lado na chapa o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), e, após uma indicação atropelada de Álvaro Dias, rechaçada pelo DEM, tenha se contentado com o nome de um deputado desconhecido no cenário nacional e contestado no cenário estadual do Rio.

A questão mais importante aqui não reside nos nomes, mas sim no método de escolha de um nome para o segundo cargo político mais importante do país e na qualidade da articulação política. E tanto o método quanto a qualidade da articulação foram marcados pela falta de preparo, pela truculência e pelo desrespeito aos próprios aliados. Essas não são exatamente virtudes de alguém que se preparou a vida inteira para a presidência da República.

É sintomático que algumas das declarações mais duras dirigidas ao ex-governador paulista tenham partido de aliados seus. “O poder do Serra de desorganizar as coisas é fora do comum. O Álvaro Dias não acrescenta nada e desagrega muito”, escreveu o deputado federal Ronaldo Caiado (DEM-GO) no twitter, logo após ter ficado sabendo, pela imprensa, da indicação de Dias para ser vice de Serra.

“O DEM não poderia saber da indicação do vice pela imprensa. Que tipo de parceria é esta?”, acrescentou o deputado Felipe Maia (DEM-RN). Fiel ao seu estilo,o ex-deputado e presidente do PTB, Roberto Jefferson, respondeu, também pelo twitter: “O DEM é uma merda”. Em meio a esse tiroteio, a campanha de Serra sofreu outro revés.

No dia 30 de junho, o Partido Social Cristão (PSC) rompeu o acordo que havi feito com o PSDB e anunciou o apoio formal à candidatura da petista Dilma Rousseff á presidência da República. A direção do PSC apontou duas razões para a mudança: a posição da maioria dos deputados pró-Dilma e o fato de que o nome do partido ofertado para ser vice de Serra, o senador Mão Santa, sequer ter sido levado em consideração pelo candidato.

A truculência apontada pelos próprios aliados do PSDB na condução da campanha de Serra talvez não seja meramente um traço de personalidade individual e/ou institucional. A fulanização e a cultura do espetáculo e da fofoca que caracterizam boa parte da cobertura política na imprensa brasileira ocultam um fato que teima em ficar aparecendo: há algo chamado programa ou agenda política envolvido em uma campanha eleitoral.

No caso da eleição presidencial brasileira, há, em linhas gerais, dois projetos em disputa. O projeto do atual governo, que conta com mais de 75% de aprovação popular, segundo as últimas pesquisas. E o projeto da oposição capitaneada pelo PSDB que representa o retorno ao projeto implementado durante os dois governos FHC.

O desempenho presente do atual governo e as comparações com os números daquele período são amplamente desfavoráveis ao candidato Serra, razão pela qual ele procura fugir dessa recordação. Mas, ao fazer isso, o tucano e seus aliados ficam sem referência programática visível. Essa ausência ajuda a explicar um pouco o caos que marcou a campanha serrista nos últimos dias.

Não se trata exatamente de ausência de programa. Serra e o PSDB têm um programa político e ele pode ser visto na maneira como governam estados como São Paulo, Rio Grande do Sul e Minas Gerais. Serra e o PSDB têm uma visão de política externa e ela pode ser vista nas declarações do candidato contra o Mercosul, contra a Bolívia e em defesa da retomada da idéia da ALCA (Área de Livre Comércio das Américas) com os Estados Unidos.

O discurso do PSDB propondo o corte de gastos públicos também aponta para uma agenda que é aquela que vem sendo imposta agora pelo FMI a diversos países europeus. No entanto, diante do êxito das políticas do governo Lula, interna e externamente, não há espaço político para que Serra defenda essas idéias de claro e transparente. Essa é uma das causas políticas reais das incríveis dificuldades políticas da candidatura tucana. Falta espaço de debate político, sobra truculência e desencontro.

Esse cenário, obviamente, favorece a candidatura de Dilma Rousseff, que já ultrapassou Serra nas pesquisas e abriu uma vantagem de cinco pontos. A principal vantagem de Dilma, na verdade, é a existência de um programa ancorado em políticas que vem sendo implementadas (e aprovadas) pela população.

Do outro lado, o que Serra está oferecendo? Até aqui a promessa de que se preparou a vida inteira para ser presidente e uma sucessão de trapalhadas na condução da própria campanha. Considerando esse contexto, a candidatura Dilma parece ter dois potenciais adversários principais: a soberba, acreditar que a eleição já está ganha e passar a cometer erros em função disso; uma possível truculência do campo adversário que, diante deste quadro desfavorável e do desejo expresso do candidato (“Agora, trata-se, sobretudo, de vencer”, repete Serra), pode partir para o vale-tudo, deixando definitivamente a política de lado.

Fonte: Carta Maior...